A defesa dos irmãos Bueno, presos na madrugada desta quarta-feira (17) acusados de atirar em dois em um posto de combustível no Centro de Curitiba, alega que eles não foram contratados para matar. “O Bruno (Ramos Caetano) estava sendo ameaçado e o meu cliente era amigo dele (sic). A situação fugiu do controle no dia dos fatos”, disse Nilton Ribeiro, que defende a dupla, em contato com a Banda B. Ilson Bueno de Souza Junior, de 40 anos, e André Bueno de Souza confessaram o crime. Ambos estão em depoimento oficial na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Os irmãos aparecem nas imagens das câmeras de segurança da loja de conveniência do posto de combustível, na Avenida Vicente Machado esquina com a Brigadeiro Franco, limite entre Centro e Batel. O crime aconteceu no feriado de Corpus Christi e a prisão da dupla foi decretada na segunda-feira (15), fim da tarde. Além deles, há outro atirador, já identificado pela polícia.

 

Imagens gravadas pelas câmeras de segurança do posto de combustível, no Centro de Curitiba. Foto: Divulgação PC

 

A defesa dos irmãos disse que ambos permanecerão em silêncio, por ora, mas que os detalhes sobre o que aconteceu naquele fim de tarde serão explicados na sequência. “Meus clientes irão explicar toda a situação com detalhes no momento adequado. Hoje eles irão permanecer calados por orientação da defesa”, diz Ribeiro.

A dupla foi presa em um quarto alugado no bairro Pinheirinho e não resistiu às prisões. Ambos confessaram a participação no crime, segundo os policiais. Os dois irmãos possuem antecedentes criminais relacionados a tráfico de drogas e roubo de cargas.

Versões

Na versão de Bruno Ramos Caetano, preso horas após o crime pela acusação de ser o mandante do duplo homicídio, Junior foi chamado para ir junto ao encontro com o advogado morto por se sentir ameaçado em mensagens e ligações. Junior, por sua vez, teria chamado outras duas pessoas que aparecem no vídeo. Segundo a defesa de Bruno, Cláudio Dalledone, ele não sabia que o trio estava armado.

Para a polícia, Bruno é o mandante do crime contra o advogado e o amigo dele. Segundo versão apontada pela DHPP, Bruno estava sendo cobrado por uma dívida de R$ 480 mil em pedras preciosas.  O cobrador, um ourives, teria contratado o advogado Igor para que a cobrança fosse mais contundente, visto que Bruno estaria devendo o valor mencionado desde o ano passado. Pelas imagens, a polícia acredita que Bruno dá uma ordem a um dos atiradores.

O caso

O crime, que matou do advogado Igor Martinho Kaluff e de Henrique Mendes Neto, aconteceu no fim da tarde da última quinta-feira (11) em uma loja de conveniências de um posto de gasolina na Avenida Vicente Machado com a rua Brigadeiro Franco, no limite entre os bairros Batel e Centro, em Curitiba. Ambos foram mortos a tiros e câmeras de segurança do local flagraram toda a ação, que ajudaram na identificação dos foragidos.

Nas imagens, é possível ver que Ilson Bueno, o homem de barbas longas, sem máscara e que usa camiseta com uma caveira estampada, é o segundo a atirar. Quem chega, disfere coronhadas contra uma das vítimas e atira primeiro, seria André.

 

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