O advogado Claudio Dalledone, que responde pela defesa da família Brittes, afirmou na tarde desta terça-feira (13) que o processo que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas deve ser desmembrado. Em entrevista coletiva concedida após o adiamento da audiência no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, o defensor afirmou que o desmembramento “está para ocorrer” e facilita o trabalho de todos os envolvidos.

Claudio Dalledone/SÃO JOSÉ DOS PINHAIS, PR, 13.08.2019: CRIME-PARANÁ – (Foto: Ernani Ogata/Código19/Folhapress)

Ao fazer o desmembramento, os réus responderiam a processos diferentes. Por exemplo, a juíza Luciani Regina Martins de Paula pode optar por fazer com que a família Brittes responda a um processo e os demais acusados a outro. Ou ainda, fazer os acusados de homicídio responderem separadamente dos demais acusados.

Segundo o Código de Processo Penal, é “facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para não Ihes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação”. No caso específico que investiga a morte de Daniel, o desmembramento seria possível pelo excessivo número de acusados.

Para Dalledone, a juíza já “esboça” o desmembramento. “Um dos colegas da defesa foi contra, junto com o promotor de Justiça. Entretanto, ao arrepio e horror do assistente de acusação, o desmembramento está para ocorrer. Esse processo tem todo o jeito de que será desmembrado na próxima audiência. Isso melhora para a acusação, melhora para a defesa e é algo que irá ocorrer”, disse.

Liberdade para Cristiana

O advogado de defesa também foi questionado sobre um possível pedido de liberdade para Cristiana Brittes e ele afirmou que irá acontecer no momento adequado. “A liberdade é algo muito próximo não só da Cristiana, mas de outros acusados. Há o momento adequado para tudo e, assim como percorremos as instâncias necessárias para a Allana, o mesmo vai acontecer com a Cristiana. Iremos sim buscar que ela galgue a liberdade, já que preenche os requisitos para isso”, afirmou.

Audiência adiada

A ausência de uma testemunha fez a juíza Luciani Regina Martins de Paula adiar, no começo da tarde desta terça-feira (13), os interrogatórios do Caso Daniel. A testemunha em questão é jornalista de uma emissora de TV e seria ouvida antes dos sete réus. Com a ausência, os interrogatórios foram remarcados para os dias 4, 5 e 6 de setembro.