O Ministério Público do Paraná (MPPR) negou o pedido da defesa de Raphael Suss Marques de revogação da prisão preventiva por risco de propagação do novo coronavírus no sistema penitenciário. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (25) pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Curitiba. Raphael é acusado de matar a namorada fisiculturista Renata Muggiati, em setembro de 2015, no Centro de Curitiba.

 

Médico Raphael Suss Marques. Foto: Polícia Civil / Divulgação

 

A defesa apresentou um atestado médico, onde diz que o acusado é portador de doença respiratória – asma – e, por isso, faz parte do grupo de risco da doença. Alegou ainda que o local onde o médico encontra-se encarcerado é insalubre.

No entanto, em documento oficial, o MPPR rebate a vulnerabilidade do acusado, defendendo que Suss tem 37 anos, é médico e, portanto, ‘sabe detalhadamente todos os protocolos de prevenção que são aplicáveis no presente momento’.

‘Tanto é que as recomendações do Ministério da Saúde e demais autoridades sanitárias são no sentido de que a população permaneça reclusa em suas residências e evite realizar eventos sociais e reuniões públicas. Portanto, seria um contrassenso permitir que presos provisórios que já se encontram em situação de isolamento social – saíssem do cárcere e pudessem retornar ao convívio social, que, como cediço, não é efetivamente fiscalizada pelo Estado por absoluta insuficiência de meios’, diz o documento do MPPR.

Isolado

De acordo com o MPPR, Raphael Suss está em isolamento junto com outros quinze presos do Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Eles foram transferidos para uma casa que fica próxima do local.

Ainda, o Hospital do Complexo Médico Penal foi reativado para receber presos do Paraná que eventualmente sejam diagnosticado com o novo coronavírus. A decisão é da juíza de Direito Taís de Paula Scheer que também fala sobre a natureza do crime e pela repercussão social.