Daniel foi morto na RMC – Foto Divulgação

O jogador de futebol Daniel Correa Freitas, de 24 anos, morto no último sábado (27), foi espancado em uma festa na casa do autor do crime antes do assassinato e mandou várias mensagens pelo WhatsApp a um amigo, momentos antes de morrer. As mensagens foram trocadas por volta das 8 horas da manhã de sábado (27).

Nas primeiras mensagens, Daniel diz: “Estou nessa casa, entrosei na balada e vim. Posso dormir aqui, tem várias ‘mina’ espalhada”, disse o jogador. Logo depois, ele diz ao amigo que pretende ter uma relação sexual com a mãe da aniversariante, e conta para o amigo que “o pai está junto”.

Minutos depois, Daniel envia outra mensagem para o amigo, em que conta que teve a relação sexual e, inclusive, manda uma foto com a mulher dormindo ao lado dele na cama.O amigo o alerta que isso pode dar problema, mas Daniel brinca

“Moleque [risos] o que aparecer amanhã é nóis”, brinca o jogador. Depois disso, Daniel não fala mais nada.

De acordo com uma testemunha, o atleta foi espancado pelo marido da mulher com quem teve relação

Testemunha

O homem que presenciou as agressões, e não teve a identidade revelada,  prestou depoimento à Delegacia de São José dos Pinhais ontem de manhã. A testemunha contou que, na noite do crime, ela e Daniel saíram de uma balada na capital e decidiram ir até a casa de uma jovem que encontraram no estabelecimento. No total, sete pessoas – incluindo a menina – foram até a residência, que fica localizada em São José.

De acordo com o advogado Jacob Filho, em um determinado momento, os convidados ouviram gritos de socorro de uma mulher vindos do quarto. O Daniel começou a gritar logo em seguida. A testemunha foi ver o que estava acontecendo e encontrou o jogador sendo espancado, com chutes e socos, pelo homem apontado como o autor do crime, um comerciante de São Jose dos Pinhais, e outras três pessoas. A vítima dizia ‘eu não quero morrer’ repetidas vezes.

A testemunha relatou ainda que Daniel estava no quarto junto com a mãe da menina – e esposa do suspeito – que encontrou na balada. E disse que não pode afirmar se o jogador estava tendo algum relacionamento com a mulher ou se tentou fazer algo à força.

Após a agressão, Daniel foi colocado no porta-malas de um carro, já inconsciente. Ele já estava desmaiado, não se sabe se vivo ou morto.

A testemunha é moradora de Curitiba, mas saiu da cidade logo após o depoimento, apoiado pelo programa de proteção a testemunha. A Polícia Civil, que já pediu a prisão de envolvidos no crime, continua a investigar o caso.

O ex-jogador do Coritiba teve o pênis decepado e quase foi degolado. O corpo foi encontrado na zona rural de São José.

Elo fechado

A testemunha contou ainda que o autor do crime procurou as pessoas que estavam na casa para montar um álibi mudando as versões dos fatos. Com medo, a testemunha resolveu se apresentar na delegacia com um advogado para dar informações. O autor do crime, segundo a testemunha, chegou a usar o termo “o elo está fechado”. A partir disso, a testemunha procurou a polícia para ser protegida.