Ambientes virtuais, como jogos e redes sociais, podem representar perigos para crianças e adolescentes caso não haja o monitoramento adequado dos pais. No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, nesta segunda-feira (18), a Polícia Civil reforça o alerta sobre a importância de prevenir e denunciar casos de violência contra menores.

Foto mostra criança jogando em ambiente virtual
Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é celebrado nesta segunda-feira (18). Foto: Ilustração/Freepik

Segundo a delegada Mariana Coelho, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), o uso cada vez mais frequente da internet por crianças e adolescentes exige atenção constante dos pais e responsáveis.

“Em muitos casos, os autores utilizam interesses em comum para conquistar a confiança da criança ou do adolescente e, posteriormente, praticar crimes como aliciamento virtual, extorsão mediante uso de imagens íntimas e produção de material de abuso sexual envolvendo menores de idade”, disse a delegada Mariana Coelho.

Segundo ela, jogos online, redes sociais e aplicativos de mensagens são utilizados por criminosos para se aproximar das vítimas por meio de conversas e criação de vínculos de confiança.

Monitoramento no ambiente virtual é necessário

A orientação é que o acompanhamento das atividades digitais comece a ser praticado dentro de casa. Pais e responsáveis devem ter conhecimento sobre os conteúdos acessados pelas crianças, saber quem são as pessoas com quem elas conversam e utilizar ferramentas de restrição disponíveis nas plataformas digitais.

Além dos crimes sexuais praticados no ambiente virtual, a Polícia Civil também alerta para casos de bullying e cyberbullying, que podem causar impactos psicológicos em crianças e adolescentes.

Sinais podem indicar perigo online

Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, irritabilidade, ansiedade, depressão e resistência em permitir o acesso dos pais ao celular ou a redes sociais podem indicar situações de risco ou violência.

A orientação é para que familiares, professores e responsáveis mantenham diálogo constante com crianças e adolescentes para identificar possíveis sinais de vulnerabilidade.

“Os responsáveis devem conversar abertamente sobre os riscos da internet, explicar os perigos do compartilhamento de imagens íntimas e acompanhar o uso de plataformas digitais de acordo com a faixa etária”, explicou a delegada.

Denuncie

Em casos de suspeita ou de confirmação de violência, a PCPR orienta que a denúncia seja feita imediatamente. O registro do boletim de ocorrência pode ser realizado em qualquer delegacia de Polícia ou diretamente nas unidades do Nucria.

Também é possível denunciar pelos telefones 197, da PCPR, e 181, do Disque-Denúncia, de forma anônima.

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