Cristiana está sendo acusada por homicídio qualificado por motivo torpe, uma vez que não impediu o crime. Foto: Reprodução

 

A defesa de Cristiana Brittes e sua filha, Allana Brittes, ambas presas acusadas de participar do homicídio do ex-jogador Daniel Corrêa Freitas, 24 anos, aguarda a decisão de um pedido de habeas corpus. Claudio Dalledone Júnior entrou com o pedido após duas negativas da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais em revogar a prisão preventiva das acusadas e de transferir para domiciliar. Esse, no entanto, é o primeiro pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça. A análise deve ser concluída até o fim desse mês.

Entre os argumentos para o pedido, ambas possuem residência fixa, emprego, são rés primárias e não há mais como interferir na investigação porque a apuração foi encerrada. Cristiana ainda possui uma filha menor de idade (11 anos), que está com os avós maternos Pedro e Gessi Rodrigues cujas condições não são as ideias no cuidado.

O pedido está em segunda instância e será julgado pela Primeira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, por desembargadores experientes do Estado.

Pedidos

Ano passado, a Justiça negou por duas vezes o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Cristiana A juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, não aceitou o argumento e manteve a prisão da acusada. Em outubro, a magistrada também já havia negado prisão domiciliar.

A juíza também argumentou que, apesar das investigações terem se encerrado, não se afasta a necessidade de se manter as vítimas protegidas de eventuais coações. “Diga-se, ainda, que os depoimentos colhidos na fase extrajudicial demonstram a periculosidade da acusada, de sorte que esta circunstância, somada à garantia da ordem pública, corrobora a manutenção de sua segregação cautelar, bem como revela a insuficiência/ineficácia da medida cautelar pretendida“, complementou no documento à época.

Denúncias

Ao todo, sete pessoas serão denunciadas pelo Ministério Público (MPPR). Cinco dos acusados vão responder por homicídio triplamente qualificado, fraude processual (por terem mentido em depoimento) e ocultação de cadáver. O empresário Edson Brittes Júnior vai responder também por corrupção de menor e coação de testemunhas. A mulher dele, Cristiana Brittes, embora não tenha participado diretamente das agressões, está sendo acusada por homicídio qualificado por motivo torpe, uma vez que não impediu o crime. De acordo com os depoimentos, ela apenas pediu para que não matassem a vítima dentro da casa. A filha do casal, Alana Brittes, responderá por coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor.

Além da família, viraram réus Eduardo da Silva, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor: Ygor King, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor; David Willian da Silva, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa; e Evellyn Brisola Perusso, por denunciação caluniosa e falso testemunho.