Por Luiz Henrique de Oliveira e Daniela Sevieri

bombeiros1Partes do corpo foram encontradas em pontos diferentes (Foto: Daniela Sevieri – Banda B)

O corpo de uma mulher foi encontrado esquartejado no bairro Centro Cívico, em Curitiba, por volta das 21h desta quarta-feira (2). Enquanto as pernas foram localizadas na Av. Cândido de Abreu, o tronco estava em um córrego na Rua Aristides Teixeira. A causa da morte foi asfixia e ela não aparenta ser uma moradora de rua. Sem documentos, a pista para identificação é uma tatuagem tribal na perna esquerda. Ela estava com as mãos amarradas em faixas de arte marcial (azul e branca) e vestia os seguintes itens: sutiã cinza com rosa, camiseta estampada, calcinha preta e calça jeans azul.

Segundo o perito Silvestre Ornelas, do Instituto de Criminalística, a mulher foi morta há cerca de cinco horas, na tarde de hoje. “Morte por asfixia. Como não havia sangue, a perna foi cortada depois que ela já estava morta”, explicou o perito, que não acredita que a mulher, que aparenta ter 25 anos, seja uma moradora de rua. “Não aparenta ser e ela usava uma sapatilha de certo valor, o que mostra que pode ser uma pessoa de classe elevada”, salientou à Banda B.

corpo2Bombeiros em atendimento no Centro Cívico

Um suspeito de participação no crime foi detido pela Polícia Militar (PM). O tenente Cochek, da PM, afirmou que o detido é um morador de rua. “De acordo com a descrição de testemunhas, ele parece com a pessoa que jogou o corpo no córrego. Por isso, será encaminhado à delegacia, mas a princípio para ser ouvido”, relatou.

A tenente Rafaela, do Corpo de Bombeiros, contou como foi o atendimento. “Fomos acionados porque a população viu alguém jogar o corpo no córrego. Identificamos o corpo feminino e fizemos o encaminhamento ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML)”, descreveu.

Rafaela confirmou que o corpo foi esquartejado. “As pernas foram encontradas em outro ponto. Não dá para identificar a vítima e isso será feito posteriormente no IML”, disse.

Policiais civis da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no local e preferiram não falar sobre o caso.