O principal suspeito pelo desaparecimento do comerciante de sucata Anderson José Silveira de Santana, de 41 anos, foi preso temporariamente pela Polícia Civil nesta quarta-feira (26), em Palmeira, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo a corporação, a detenção foi decretada pelo crime de homicídio qualificado.

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Anderson José Silveira de Santana está desaparecido desde o dia 4 de novembro. Foto: Reprodução/Ric RECORD

Morador da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Anderson saiu de casa na manhã do último dia 4 de novembro para negociar materiais recicláveis em Porto Amazonas e não foi mais visto. Ele permanece desaparecido.

O preso seria colega de trabalho da vítima e parceiro na viagem. Ambos haviam combinado de ir até o município para comprar materiais da área em que atuavam. Um dia antes do encontro, Anderson chegou a transferir R$ 8 mil via Pix para o colega.

O suspeito, porém, voltou sozinho no mesmo dia. Antes da prisão, ele relatou à Polícia Civil que desistiu do negócio e teria deixado Anderson sozinho. Segundo o depoimento, o material que seria negociado era fio de cobre, possivelmente de origem criminosa, e a vítima teria insistido em continuar a busca pelo vendedor.

Em entrevista à Ric RECORD, a família afirmou que Anderson saiu de casa com mais de R$ 40 mil em espécie, além do Pix enviado ao colega na véspera.

Durante as diligências, a Polícia Civil encontrou vestígios de sangue e uma cápsula deflagrada de pistola na região onde o comerciante teria desaparecido. O local passou por perícia. As investigações continuam com análise de câmeras, laudos e novas oitivas.

Últimas mensagens

A esposa de Anderson, Elka Kauana Cunha Mentzpela, contou que o marido enviou mensagens durante a manhã do desaparecimento. Em uma delas, ao ser questionado se voltaria para almoçar, respondeu por áudio: “Eu não vou almoçar em casa, amor. Estou resolvendo as coisas ainda”.

Na sequência, ela questionou sobre o negócio, e recebeu como resposta: “Estou perdido no meio de uma mata”. Depois disso, ele não respondeu mais.

“Ele nunca fez isso, nunca ficou sem dar notícia, e número de celular, ele tinha de cabeça, se precisasse alguém emprestaria um celular e ele ia avisar alguma coisa. É uma situação muito difícil, a gente só quer saber onde ele está, para acabar com essa angústia, esse sofrimento”

afirmou Kauana, em entrevista à Ric RECORD.