Clientes de uma clínica de estética em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), denunciam que o estabelecimento fechou as portas sem aviso prévio, deixando dezenas de pessoas no prejuízo. As informações são da Ric RECORD.

Fachada de uma clínica fechada
Cancelamentos começaram ainda em dezembro de 2025. (Foto: Reprodução/ Ric RECORD)

A clínica, que funcionava há pelo menos cinco anos em uma região movimentada e com grande concentração de comércios, teria encerrado as atividades de forma repentina. De acordo com relatos, equipamentos foram retirados do local, móveis desmontados e tanto funcionários quanto o proprietário deixaram de ser vistos.

Com o fechamento inesperado, centenas de clientes ficaram sem os procedimentos contratados e sem reembolso dos valores pagos. A professora Fátima Rocio contou, em entrevista ao repórter Ricardo Pereira, da Ric RECORD, que havia adquirido um pacote de drenagens linfáticas para o período pós-operatório.

“Comprei um pacote maior para poder usar as drenagens linfáticas. Quando vim acertar os dias, não tinha mais ninguém. Porta fechada e nenhum anúncio de mudança de endereço. Mandei mensagem pelo WhatsApp e não tive retorno”

relata a cliente da clínica.

A filha dela, Thayna Carol, cobra um posicionamento da empresa responsável pela marca. “A gente entende que eles são responsáveis de forma solidária, já que têm obrigação de ver o que os franqueados estão fazendo. Fica a frustração. Muitas mulheres vêm fazer pacotes porque querem se sentir melhor, mais bonitas, ou até por questões de cirurgia”, disse.

Outra cliente, a educadora física Desirre Favoreto, relata que os cancelamentos começaram ainda em dezembro de 2025.

“Cada agenda que a gente já tinha marcado até fevereiro foi sendo desmarcada uma por uma. Diziam que iriam remarcar, foram enrolando até chegar janeiro e fechar”

relata Desirre.

É estimado que centenas de clientes foram prejudicadas pelo fechamento da clínica. “Estamos em um grupo com cerca de 200 mulheres, que é apenas um dos vários que existem. Todas estão sendo lesadas. Meu último tratamento foi de R$ 900, mas tem gente que fechou pacote de R$ 5 mil”, afirma a empresária Andreia Sutil.

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o caso está sendo investigado e, inicialmente, é tratado como estelionato. Até o momento, 12 vítimas já registraram boletim de ocorrência.

A Banda B tenta contato com a empresa. Caso haja retorno, a reportagem será atualizada.