A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa envolvida em estelionatos. Os investigados diziam ser da Receita Federal para aplicar golpes. A ação aconteceu na manhã desta segunda-feira (4), na capital paranaense e no Interior do Estado.

 

Divulgação Polícia Civil

 

Além das prisões, a PCPR também cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos alvos, em Curitiba e nos municípios de Sarandi e Maringá, situados na região Norte do Paraná.

Durante as buscas, os policiais civis encontraram diversos documentos relacionados aos golpes, cartões da Receita Federal e uma grande quantia de bolívares (dinheiro da Venezuela). A suspeita é de que o dinheiro era utilizado como volume para auxiliar em fraudes.

 

Divulgação Polícia Civil

 

O crime que motivou a investigação resultou em um prejuízo de R$ 75 mil a uma das vítimas. Contudo, outros casos estão sendo investigados. De acordo com relato da vítima em questão, um dos criminosos teria se passado por auditor da Receita Federal e negociado uma pá carregadeira, como se o bem integrasse um lote à venda pelo órgão.

O delegado Emanuel David contou que eles pediam documentos para as empresas, para simular uma fiscalização “Eles atraiam empresários com a promessa de vender produtos apreendidos na Receita Federal. Um empresário de Santa Catarina veio para Curitiba com a promessa de comprar um maquinário agrícola por R$ 75 mil. Eles pedem os documentos fiscais e contábeis da empresa, tudo para que não levantem suspeitas. Assim que a empresa paga, eles somem”, contou o delegado.

O principal alvo da operação, conhecido como “Turco”, é suspeito de se passar pelo auditor. Este já possuí uma extensa ficha criminal e responde a diversos processos por estelionato. Outro indivíduo é suspeito de atrair e incentivar vítimas a caírem no golpe.

Os demais tratam-se da esposa de “Turco” e outros que se beneficiam com a prática criminosa. Todos os investigados já respondem processo e possuem um vasto histórico de cometimento de crimes de estelionato.

Uma mulher envolvida com o bando está foragida. A PCPR dá continuidade às investigações com o intuito de localizá-la.

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