Uma investigação contra um golpe que tem se tornado comum Brasil afora, o da central de teleatendimento informando sobre uma “compra autorizada” pelo banco ou algo relacionado à conta bancária, teve desdobramentos em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará. Três pessoas foram presas em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), nesta quinta-feira (11).

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Foto: Polícia Civil.

Os golpes aplicados pelo grupo são conhecidos como “falsa central de atendimento”. Neles, os criminosos enviam mensagens ou ligam informando situações falsas (como uma compra suspeita que precisa ser validada) e invadem os celulares das vítimas, que são induzidas a instalarem programas maliciosos. A partir disso, fazem transferências e limpam as contas das vítimas.

A operação foi deflagrada em Santa Catarina, com o objetivo de desarticular o grupo criminoso que já movimentou milhões oriundos do esquema. As investigações mostraram que o grupo atuava em diversos estados brasileiros, inclusive no Paraná.

“Essa quadrilha movimentou mais de R$ 90 milhões nos últimos tempos, e havia um alvo na região de Curitiba, que nos foi solicitado para que fosse localizado”

disse o delegado Rodrigo Brown, do Cope, em Curitiba.
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Foto: Polícia Civil.

Os policiais começaram a fazer buscas e encontraram um condomínio de chácaras na região de Campo Magro, na zona rural, que estaria servindo de esconderijo para o suspeito. 

“Os policiais descobriram uma grande central de teleatendimento fraudulenta, onde cerca de 15 pessoas trabalhavam fazendo o atendimento”

contou o delegado.

Na central, localizada em uma chácara em Campo Magro, os policiais prenderam três homens. Foram apreendidos 18 notebooks que eram utilizados pelos criminosos para aplicar os golpes e quatro carros de luxo. Outros envolvidos ainda são procurados.

Entenda como funciona o golpe

O golpe consiste em enviar mensagens às vítimas afirmando que uma compra suspeita foi feita em seu nome, e oferecendo um telefone de uma central de atendimento para contato.

Assim que a vítima entra em contato com o número, o falso atendente a induz a instalar um software em seu celular. Dessa forma, os golpistas conseguem ter acesso remoto ao aparelho para efetuar transferências bancárias.

“Eu mesmo recebo cerca de cinco ligações por dia dizendo que teve uma compra aprovada no meu nome, é esse tipo de golpe. Os marginais conversam com a vítima para que ela realize transferências bancárias alegando que a conta foi invadida. Acabam limpando as contas bancárias da vítima”

alertou Rodrigo Brown.
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Foto: Polícia Civil.

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Policiais encontram central telefônica que abrigava ‘QG’ para golpes bancários na região de Curitiba

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