A defesa de Lucas Souza, suspeito de matar a ex-companheira Odara Victor Moreira a facadas dentro de casa, no sábado (13), em Curitiba, afirmou que a vítima teria iniciado o ataque enquanto o homem dormia. A versão foi apresentada em nota divulgada pelo escritório do advogado Cláudio Dalledone Júnior, responsável pela defesa do investigado.

Odara Victor Moreira, de 29 anos, foi morta na madrugada do último sábado (13), no bairro Portão. O caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio e segue sob investigação. O corpo dela foi sepultado em São José dos Pinhais neste domingo (14).

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Odara Victor Moreira tinha 29 anos e era funcionária da APP-Sindicato — Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com a defesa, Lucas e Odara mantiveram um relacionamento por cerca de cinco anos e estavam separados havia aproximadamente dois meses, embora ainda morassem no mesmo apartamento. A nota relata que, na noite do crime, Odara e Lucas se envolveram em uma discussão.

“Odara teria chegado à residência acompanhada de um homem e, em razão disso, depois que os dois se despediram na porta, houve uma breve discussão entre ela e Lucas. Mais tarde, muito tempo depois, inesperadamente, Lucas foi atacado a facadas enquanto dormia”, afirmou Dalledone.

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Lucas Souza, suspeito de matar a ex-companheira, foi preso após receber alta hospitalar – Foto: Divulgação/Cláudio Dalledone Júnior

Ainda conforme a defesa, após o ocorrido, Lucas acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e fez manobras de primeiros socorros para tentar salvar Odara. Ele também teria sido ferido com golpes de faca, foi hospitalizado e, após receber alta, prestou esclarecimentos à polícia.

“Nos solidarizamos com a família da vítima. Ao mesmo tempo, é essencial aguardar a prova técnica. A defesa vai colaborar com a investigação e demonstrar, com elementos objetivos, a dinâmica do ocorrido, sem julgamentos antecipados”, defendeu o advogado do suspeito.

A Banda B apurou que Lucas segue preso preventivamente.

Quem era Odara, morta pelo ex-companheiro

Odara Victor Moreira está entre as três mulheres mortas em casos de feminicídio registrados neste fim de semana em Curitiba. Funcionária da APP-Sindicato, ela foi morta a facadas dentro do apartamento em que morava, no sábado (13), no bairro Portão.

Quando os policiais chegaram ao endereço informado, encontraram o ex-marido de Odara apenas de cueca e com o corpo ensanguentado. Segundo a versão apresentada por ele, os dois teriam entrado em luta corporal e, durante a briga, ele conseguiu tomar uma faca da mulher e a atingiu.

Em uma avaliação inicial, foram identificadas pelo menos quatro perfurações no corpo da vítima. O suspeito também apresentava ferimentos causados por faca, sendo três perfurações: duas na região abdominal e uma no braço.

Segundo a APP-Sindicato, ela atuava há seis anos na instituição e, atualmente, exercia a função de Assistente Técnica na sede estadual, realizando atendimento presencial, telefônico e por mensagens aos sindicalizados.