O inquérito que apurava a morte da menina Giovanna dos Reis Costa, registrada em 2006 em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, foi reaberto nesta quinta-feira (19). A medida anunciada pela Polícia Civil ocorre após a prisão de um novo suspeito e marca uma reviravolta no caso quase vinte anos após o crime.

Foto mostra viatura da Polícia Civil com homem preso em compartimento. Dois policiais, uma mulher e um homens, estão de costas para a câmera
Homem foi alvo de uma operação da Polícia Civil e preso em uma pastelaria, em Londrina – Foto: Divulgação/PCPR

De acordo com a corporação, o novo suspeito tem 55 anos e foi preso em Londrina, no norte do Paraná — a cerca de 430 km do local onde o crime aconteceu. Ele é investigado pelos crimes homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. A identidade do homem não foi revelada.

“A prisão preventiva resulta de investigação reaberta pela PCPR após descobrir novas informações quase duas décadas depois”, informou o órgão.

O caso Giovanna Reis

Em 2012, cerca de três anos após o assassinato de Giovanna dos Reis Costa, três acusados de terem envolvimento no crime foram absolvidos pela Justiça. À época, as investigações apontaram que a menina teria sido morta em um suposto ritual de magia negra, com o objetivo de sacrificar uma garota virgem.

Foto antiga mostra menina sorrindo para foto. Ela usa camisa branca com rosa
A menina Giovanna dos Reis Costa foi assassinada aos 9 anos de idade em abril de 2006, em Quatro Barras – Foto: Reprodução

A criança desapareceu no dia 10 de abril de 2006, enquanto vendia rifa de Páscoa. Ela teria sido atraída para dentro da casa e levada para um quarto. O processo apontou inicialmente que a menina foi torturada e teve sangue extraído. Depois, o corpo teria sido amarrado com fios de luz, colocado em um saco de lixo e abandonado em um terreno baldio.

Os três acusados que foram absolvidos durante julgamento ficaram seis anos presos. Em entrevista à Banda B em 2022, Pero Petrovitch Theodoro Vich — um dos inocentados — disse que esperava um pedido de desculpas de quem o prendeu.

“Até hoje, eles [delegada e envolvidos] não voltaram atrás. Meu sentimento, nesse momento, é o mesmo que eu tenho há 15 anos: que esperava o perdão de todos que cometeram o erro contra mim e minha mãe. A gente não matou ela”, afirmou ele.

A Polícia Civil não informou se o novo suspeito tem ligação com os três inocentados.