O processo da morte do jogador Daniel Corrêa Freitas teve mais um capítulo. O juiz Marcos Takao Toda saiu do caso, após se declarar suspeito por “motivos de foro íntimo”. Este é o terceiro juiz a se afastar do processo.

O afastamento do juiz Marcos Takao Toda ocorreu no dia 17 de novembro. No pedido, ele explicou que “por motivos de foro íntimo, declaro minha suspeição para atuar no presente feito, nos termos do artigo 145, §1º, do Código de Processo Civil”.
O trecho citado pelo juiz define que “poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões”.
Por conta disso, deverá ser designado um novo juiz para o processo. Marcos Takao Toda é o terceiro juiz a se afastar. Antes dele, os juízes Diego Paolo Barausse e Luciani Regina Martins de Paula também pediram para serem retirados do processo. Diego por se declarar suspeito e Luciani por impedimento.
Julgamento sem data
Daniel foi morto no dia 27 de outubro de 2018, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O crime aconteceu após uma festa em Curitiba e o jogador estava na casa dos acusados participando de um “after”.
Quando foi encontrado, Daniel estava parcialmente degolado e teve o órgão genital cortado. Sete pessoas respondem pelo crime. Evellyn Brisola Perusso (que nunca foi presa), Allana Brittes, Cristiana Brittes, David Willian Vollero Silva e Ygor King estão em liberdade.
Os dois réus que permanecem na cadeia são Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, que havia conseguido liberdade provisória em outubro de 2019, mas foi detido em flagrante por roubo em dezembro de 2020, e Edison Brittes Junior, que está preso desde a época do assassinato.
No mês passado, completaram cinco anos e ainda não há previsão de data para julgamento.
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