A Justiça do Paraná determinou que Pâmela da Silva Campos e Bruno Martini Vieira, acusados de matar a estudante Zarhará Hussein Tormos, de 25 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri. O corpo da jovem foi encontrado no porta-malas do próprio carro, em uma área rural de Foz do Iguaçu, no oeste do Estado, no dia 28 de fevereiro.

O julgamento está previsto para o segundo semestre de 2026, no Fórum da cidade, e marca a etapa em que os investigados passam a responder formalmente como réus. Caberá aos jurados avaliar as provas reunidas ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil. As informações são do portal RIC.com.br.
Pâmela é apontada como autora dos tiros que mataram a amiga e segue presa preventivamente. Caso seja condenada, a pena pode chegar a 45 anos e seis meses de prisão. Bruno, namorado dela, também está detido e responde por participação no homicídio qualificado, com possibilidade de pena máxima de 34 anos.
Além do homicídio, Pâmela foi denunciada por roubo, após levar a bolsa da vítima com notebook e celular e acessar arquivos pessoais. Bruno responde por receptação do material.

Segundo a investigação, Zarhará desapareceu após ser vista na frente da faculdade onde cursava Biomedicina. Câmeras de segurança registraram Pâmela se aproximando da jovem no local, como mostrou a Banda B à época. A tornozeleira eletrônica usada pela suspeita também registrou a presença dela na região onde o corpo foi abandonado.
De acordo com a Polícia Civil, Pâmela conhecia Zarhará desde de 2023. Durante as investigações, a polícia descobriu que Zarhará vinha recebendo ameaças no celular de um DDD de fora da cidade, mas vinculado à Pâmela.
O corpo da estudante foi encontrado com pés e mãos amarrados e apresentava cinco perfurações de arma de fogo.
A Banda B tenta localizar a defesa dos réus.