A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu um cacique de 36 anos acusado de abuso contra a sobrinha de doze anos, a qual tinha guarda. O preso faz parte de uma aldeia indígena localizada na ilha de Guaraqueçaba, Litoral do Paraná. Além disso, a adolescente também relatou ameaças e agressões físicas por parte do tio, para que não contasse a ninguém sobre os abusos.

(Foto: Arquivo Banda B)

 

Segundo o delegado José Barreto, do Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) , as suspeitas de abuso começaram no fim de 2017, quando o cacique estava em uma loja de artigos indígenas em Curitiba. “Fomos procurados sobre este caso de abuso. O pessoal da loja notou o comportamento estranho e, ao conversarem, relatou que ela vinha sofrendo abusos há quatro meses, tanto em Guaraqueçaba quanto em Curitiba”, descreveu.

As investigações foram feitas e um mandado de prisão expedido em outubro de 2018. “Sabíamos desde então que ele estava na aldeia e, por questões de ser um cacique, optamos por não entrar, porque seria necessária a ida de barco e sem a certeza de segurança”, contou o delegado, destacando que, na última sexta-feira, enfim foi possível prendê-lo. Com o apoio das Polícias Civil de Antonina e Guaraqueceba conseguimos êxito, quando uma equipe da Polícia Federal o localizou na Rodoviária de Paranaguá, onde iria para uma festa em Pontal do Paraná”, destacou.

O tio tinha a guarda da sobrinha por problemas da mãe com o álcool. Agora, ela recebe atendimento para retornar a sociedade. “A vítima foi levada para um abrigo assim que os abusos vieram à tona e atualmente está na fase de adaptação para ser levada a uma outra aldeia. Uma situação muito triste”, lamentou.

O cacique não teve imagem e nome divulgados para não se identificar a vítima.