Um homem de 61 anos foi encontrado morto no fim da tarde desta quarta-feira (15), no apartamento onde morava, no bairro Água Verde, em Curitiba. A polícia o encontrou caído na cama com um corte na altura do nariz. A lesão fez com que o seu rosto e os lençóis se encontrassem cheios de sangue. A causa da morte ainda não foi confirmada pela polícia, que não descarta nenhuma possibilidade. A vítima é um famoso cabeleireiro da cidade, segundo vizinhos.

De acordo com o delegado Tito Barichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil (DHPP), o homicídio não está descartado. “A vítima, apesar da existência de sangue, não apresenta sinais externos de violência, apenas um pequeno corte. A perícia esteve no local e cabe agora o Instituto Médico Legal nos trazer a causa da morte. Não descartamos hipótese nenhuma, como é comum nas investigações da DHPP. Já temos as imagens das câmeras de entrada e saída e, no menor espaço de tempo possível, vamos esclarecer os detalhes para a sociedade”, afirmou em entrevista à Banda B.

Foto: Daniela Sevieri/Banda B

Barichello salientou que o homem estava acompanhado horas antes da morte, conforme as câmeras de segurança do condomínio onde morava, na rua João Rodolfo Schlenker. “Entrou com uma pessoa e ela saiu momentos depois, mas é prematura qualquer colocação que sinalize a existência de um homicídio ou não. Ele pode ter caído e batido na quina do criado-mudo, assim como pode ter sido vítima de um crime”, afirmou.

A polícia informou também que o apartamento estava revirado e que o corpo se encontrava caído com bastante sangue, após ser descoberto pelo porteiro do prédio.

A administradora Ana Flavia Correia, que morava ao lado da vítima há quatro anos, afirmou que percebeu a movimentação estranha do apartamento. “Na terça-feira, quando saí pela manhã, vi a porta aberta e já tive uma desconfiança de que algo estava errado. Por volta do almoço também estava berta, e quando passei pelo corredor, à tarde, ela já estava fechada”, contou.

A vizinha de 31 anos também relatou que o cabeleireiro era um vizinho tranquilo, apesar do tráfego recorrente de pessoas no apartamento.”Ele sempre trazia pessoas estranhas, geralmente do sexo masculino, para o apartamento e nós nunca sabíamos quem era. Era uma pessoa tranquila, tratava todo mundo bem, era um vizinho silencioso”, acrescentou.

O corpo do cabeleireiro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e o caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil.