Brigas recorrentes entre alunos do Colégio Estadual Cívico-Militar João Turin, no bairro Água Verde, em Curitiba, escalaram nesta semana e passaram a envolver até pais de estudantes, que foram flagrados entrando em discussões e até agressão. A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) disse que a direção do colégio tomou as medidas necessárias.
Vídeos que circulam nas redes mostram empurrões, gritos e correria dentro e fora da escola. As imagens, enviadas à Banda B nesta quinta-feira (27), mostram ao menos dois confrontos diferentes: um deles entre alunas e outro em que responsáveis aparecem discutindo enquanto tentam defender as adolescentes.
Um dos mais recentes episódios foi registrado nesta quarta (26), durante a saída dos alunos, no lado de fora da instituição. Logo após o ocorrido, a mãe de uma aluna agredida compareceu ao colégio, empurrou uma colega dela e ordenou: “Bate em mim pra você ver o que eu faço com você! Encosta a mão na minha filha!”
De acordo com uma mãe ouvida pela reportagem, que prefere não se identificar, os conflitos na instituição ganharam força nos últimos dois anos. Somente em 2025, diz ela, ao menos cinco episódios de agressão já foram registrados no colégio. Segundo ela, uma das estudantes tem se envolvido com frequência nas brigas.
“Essa menina que bateu na outra, ela já bateu na minha filha também, sabe? E a minha filha vive com medo. A gente não tirou [da escola] porque era metade do ano. A professora falou que iam cuidar dela. Ela teve que ir pra psicólogo e tudo, porque eles ficavam em cima. Essa menina já bateu em várias lá dentro”, afirmou a mãe.

“A mãe dessa menina foi lá pra defender a filha dela e até os pais acabaram brigando também. O diretor nem saiu de dentro da escola pra ver a briga. Ninguém apartou”, acrescentou. A mulher destacou que não fez a rematrícula da filha e pretende colocá-la em outro colégio a partir do próximo ano.
A responsável por outra aluna, de 16 anos, disse à reportagem que a maioria das brigas acontecem na rua, em frente à escola. A presença de militares na instituição, contudo, não inibem as confusões.
“Hoje houve nova confusão envolvendo a mãe que foi defender a filha. A gente liga pra Patrulha Escolar e dizem que não tem viatura. Era pra pelo menos ter uma viatura lá hoje, já que teve briga ontem. Quebraram um carro lá na frente”, argumentou.
A Banda B pediu um posicionamento ao Colégio Estadual Cívico-Militar João Turin, mas a direção informou que apenas a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) pode comentar o caso.
Em nota, a pasta disse que a direção da instituição “tomou as devidas providências para prestar atendimento à estudante envolvida na situação, que foi registrada fora da escola, no horário de saída das aulas, no encerramento do turno da manhã”.
“Tendo em vista os devidos encaminhamentos legais, logo após ter sido notificada da situação, a direção acionou o Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária que procedeu com a lavratura do Boletim de Ocorrência, uma vez que os pais dos estudantes também se envolveram na situação. O colégio implementa ações continuas de diálogo e escuta com a comunidade escolar, tendo em vista prevenir e combater situações similares”, diz trecho do comunicado.
O Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária, da Polícia Militar, foi acionado pela reportagem para comentar a frequência das brigas no colégio e a informação de que não haveria viaturas disponíveis no momento das ocorrências. A Banda B aguarda resposta.