Homens fortemente armados assaltaram uma agência bancária da Caixa Econômica Federal (CEF) no bairro Tatuquara, em Curitiba, na manhã desta segunda-feira (30). Na ação, o grupo usou clientes e funcionários como um “cordão humano” para facilitar a fuga. O repórter Djalma Malaquias repassa as informações no vídeo acima. Não há informações de feridos.

Imagens feitas por uma testemunha mostram a movimentação do lado de fora. Dezenas de pessoas aparecem com as mãos na cabeça. Em determinado momento, os reféns começam a correr e tiros são disparados para o alto. (Assista abaixo)

O assalto aconteceu na abertura da agência, por volta das 10 horas, no Jardim Monteiro Lobato. Os ladrões levaram o dinheiro, mas a quantia não foi informada.

Eles fugiram em dois carros. Um deles, um carro Siena, foi levado de uma pessoa que passava pela rua. Testemunhas falam que seriam pelo menos cinco assaltantes armados com fuzis e encapuzados. As primeiras informações do COPE ( Centro de Operações Policiais Especiais) é que um dos veículos foi localizado.

“Foi cena de filme. Terrível. Colocaram umas 30 pessoas do lado de fora pra protegê-los de um confronto e começaram a atirar pra cima pra fugir. Vimos tudo de dentro do nosso comércio aqui. Foi um pânico”, contou uma testemunha.

 

 

Cerco

A PM faz buscas na região, inclusive com a ajuda de um helicóptero. O COPE auxilia e a Polícia Federal foi acionada para investigar o roubo.

“Estamos levantando as primeiras informações, mas já há equipes fazendo o cerco aos assaltantes que estão tentando fugir pelo mato aqui perto. Estamos em cima para prendê-los o mais rápido possível. Fizeram reféns e colocaram pessoas inocentes expostas a algum confronto ou troca de tiros de forma covarde”, afirmou o delegado Rodrigo Brown.

Um dos suspeito morreu no confronto com as equipes policiais. Ainda segundo Brown, um dos PMs foi atingido raspão no colete. “As primeiras equipes da PM foram recebidas com disparos. Um suspeito foi baleado e algumas armas apreendidas”, disse.

Segundo o COPE, as buscam continuam para deter os outros suspeitos.