Começaram nesta terça-feira (25) as audiências de instrução do julgamento de Marcos Felipe de Macedo do Amaral, 31 anos. Ele é o homem preso apontado como autor da morte de Leonardo Rodrigues dos Santos, 23 anos, numa tabacaria do bairro Ganchinho, em Curitiba, no dia 15 de outubro do ano passado.

O crime aconteceu por volta das 2h30, na Rua Reinaldo de Carvalho Bola. No local, que fica num sobrado, funciona uma tabacaria e um bar. Muitas pessoas estavam por lá quando o atirador chegou.
A reportagem da Banda B apurou, na época do crime, que Leonardo estava no terceiro andar do espaço, o último andar, onde funciona a tabacaria. O atirador chegou pelas costas e disparou duas vezes.
Ao ser preso, Marcos alegou que houve uma discussão e que por isso atirou. Mas Cleonice Silva, advogada da família de Leonardo, diz que todas as provas e testemunhas indicam o contrário.
“Não houve uma discussão conforme ele alegou, as testemunhas que estavam presentes neste local, que serão ouvidas hoje, trazem a verdadeira versão de que não existiu essa discussão. Na verdade, ele fez uma brincadeira com essa testemunha, que será ouvida aqui hoje, a testemunha que não conhecia ele, que ele despejou uma garrafa de água na cabeça desta testemunha, amiga do Leonardo, mas essa testemunha afirma que o Leonardo não foi tirar satisfação com o Marcos, e sim que eles estavam sentados ali conversando e curtindo o ambiente, quando de repente o Marcos chega de surpresa e efetua um disparo na cabeça de Leonardo”.
disse a advogada Cleonice Silva
Ainda conforme a advogada, imagens de câmeras de segurança da tabacaria mostram exatamente o que é dito pelas testemunhas.
“As imagens demonstram, sem sombra de dúvidas, que houve um primeiro disparo, na cabeça da vítima, por trás, e posteriormente, quando a vítima já está caída ao chão, o executor dá um tiro à queima roupa no rosto da vítima”.
comentou a advogada Cleonice Silva

Família destruída
Acompanhada de amigos e familiares, a mãe de Leonardo também foi ao Tribunal do Júri nesta terça-feira. Lucineia Rodrigues dos Santos disse que Marcos destruiu a família inteira.
“Ficou tudo difícil assim, ele era um menino amado, os amigos, a família, todo mundo amava ele, trabalhador, cuidava dos amigos dele, foi só para passear e foi morto covardemente. Nós estamos aqui para pedir que ele não seja solto e fique preso. Ele acabou com uma família. Ele nunca brigava com ninguém, era um menino de bem”.
disse Lucineia Rodrigues dos Santos, mãe de Leonardo

Julgamento popular
Marcos foi denunciado por homicídio qualificado, por duas qualificadoras, motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O objetivo da defesa é pedir que, após a Justiça ouvir estas testemunhas, o acusado pelo crime seja submetido ao julgamento popular.
“A defesa está aqui hoje junto com os familiares da vítima, que mais uma vez estão reunidos para fazer essa manifestação requerendo da Justiça que seja aplicada a pena máxima por este crime covarde, considerando que nenhuma pena que esse assassino receberá se equipara à sentença de morte ao qual o Leonardo foi submetido”.
concluiu a advogada Cleonice Silva
A Banda B tenta localizar a defesa de Marcos Felipe de Macedo do Amaral. O espaço segue aberto.
