Casal deixou três filhos. Foto: Reprodução Facebook

 

Um casal foi morto a tiros dentro do carro na Rua Chile, no bairro Rebouças, em Curitiba, na noite deste domingo (3). Quatro homens armados impediram a saída das vítimas e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o veículo deles, um Peugeot. Além do casal, outra familiar estava dentro do carro e também foi ferida. Eles tinham acabado de sair de uma churrascaria. O carro usado no crime foi abandonado e incendiado na região metropolitana.

Paulo Guilherme de Mattos, 31 anos, a esposa Andrea Aparecida de Mattos, 37 anos, e a irmã dela, de 35 anos, deixaram a churrascaria por volta das 21 horas. O estabelecimento fica na Rua Chile, próximo a um centro universitário, e o carro deles estava estacionado na rua. O trio embarcou no carro, Andrea estava na direção e chegou a dar a partida, mas quando saía da vaga foi surpreendida pelos criminosos, que estavam em uma caminhonete S10.

Segundo a Polícia Científica, as vítimas foram feridas por disparos de fuzil, pistola ponto 40 e 9 milímetros. Embora o alvo tenha sido os ocupantes do Peugeot, houve tumulto entre pedestres e pessoas próximas que viram o crime. Um funcionário da churrascaria contou que o momento foi assustador.

“O pessoal estava saindo aqui do restaurante, entrou no carro e eles foram fechados pela S10, parecia uma Ranger, mas era uma S10, mesmo. Tinha duas moças e um rapaz, mas os caras meteram tiro, nossa. Uma delas foi ferida pro hospital e os outros morreram. Parecia coisa do outro mundo, depois fecharam tudo. A gente aqui ficou muito assustado”, descreveu o jovem trabalhador, que não será identificado.

O casal morreu na hora e a irmã de Andrea foi socorrida em estado grave ao Hospital Evangélico. A rua foi fechada para o trabalho de perícia e recolhimento dos corpos para o Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

Horas depois, a polícia descobriu que a caminhonete S10 tinha sido abandonada e incendiada na zona rural de São José dos Pinhais.

Histórico

Mattos tinha extensa ficha criminal, segundo a polícia. Em 2013, foi preso pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) em uma operação. Ele era suspeito de participar de uma quadrilha que praticava o crime conhecido com “cavalo louco”, na região central de Curitiba.

Segundo a polícia, o crime do ‘cavalo loco’ consiste em inicialmente identificar uma pessoa com boa aparência, parecendo ter dinheiro ou bens. Um do grupo vai até ele e dá um empurrão ou um soco, o fazendo cair. Outros membros do grupo aproveitam que a vítima está caída e pegam tudo que podem. Mais membros da quadrilha, fingem estar tentando ajudar, impedindo que as pessoas de bem, que realmente querem ajudar, cheguem perto. Um dos membros se aproxima e diz para a vítima que viu o ladrão e dá características completamente diferentes, para confundir.

No entanto, segundo pessoas mais próximas, o casal teria se convertido à igreja católica. Eles deixam filhos adolescentes e outro ainda pequeno.