Fernando já tinha passagens pela polícia. Foto: Reprodução Facebook

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba descartou a hipótese de assalto no crime que vitimou o cobrador de ônibus Fernando Mainardes da Silva,  na noite de sexta-feira (1º). As versões oficiais para o assassinato são passionais ou acerto de contas, já que o trabalhador tinha um passado com fichas criminais. A polícia pede que a população auxilie com informações e o paradeiro do atirador.

O delegado Osmar Feijó da DHPP, responsável pelas investigações, descartou latrocínio, em entrevista à Banda B. “A princípio, o assalto está descartado. Estamos verificando uma situação passional ou um desentendimento entre o cobrador e o criminoso”, afirmou o delegado. Silva tinha passagens por roubo, recepção e roubo de veículos.

O crime aconteceu depois que coletivo saiu do Terminal do Capão Raso, sentido bairro, com cerca de cem passageiros. O atirador estava no quarto ponto de ônibus, acenou para que o ônibus parasse e embarcou. “Ele entrou, foi direto no cobrador e efetuou os disparos, ainda bem que acabou não acertando mais ninguém. Infelizmente, o cobrador morreu”, lamentou.

Segundo o delegado, alguns passageiros chegaram a persegui-lo, mas foram intimidados por disparos de arma de fogo. As investigações apontaram ainda que o assassino deixou passar outros coletivos e aguardava especificamente o ônibus em que Silva trabalhava, uma das linhas do Gramados.”Enquanto ele aguardava o ônibus, já tinham passado outros ônibus e ele não tinha feito sinal para nenhum deles pararem. Então, ele estava esperando exatamente esse cobrador”, finalizou.

A equipe está em diligência pela região e a DHPP espera informações da população por meio do disque-denúncia 0800 6431 121. Qualquer pessoa que conheça o atirador, ou tenha informações sobre o caso, pode entrar em contato com a polícia. A identidade será preservada.

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