O presidente da Associação de Praças do Paraná (APRA), Orélio Fontana Neto, afirma que a soldado da Policial Militar, baleada acidentalmente pelo colega de corporação, é mais uma vítima da ‘precariedade do armamento’ oferecido aos trabalhadores da segurança pública estadual. Ele também analisou como ‘absurda’ a condição dos equipamentos.

Foto: Agência Brasil

Em entrevista à Banda B, Orélio revelou que o estado de saúde de Ananda Paes é grave. Ela está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e passou por cirurgia ainda na manhã de hoje. “Ananda teve um ferimento gravíssimo em uma veia, que não é a femoral, e estamos todos orando para que a nossa companheira saia bem dessa situação”, afirmou.

“Infelizmente ela é mais uma vítima do armamento que não é condizente com o trabalho policial. Esses equipamentos falham. Nós temos inúmeros relatos de policiais que respondem processos criminalmente por causa dessas armas. Isso é uma vergonha. Vários PMs respondem no banco do réus por falhas de dispositivos que dispararam e acertaram pessoas inocentes”, lamentou.

O representante da categoria pede que as autoridades competentes, como o governo do Paraná e a Secretaria de Segurança, renovem a frota de armas dos policiais civis e militares. “É isso que nós queremos. Pedimos que sejam compradas armas decentes para os policiais. Hoje, temos apenas 800 armas Glock no estado, importadas da Áustria. O resto é de equipamentos nacionais, com problemas de projeto”, revelou Orélio.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar do Paraná, mas ainda não obteve uma resposta. O espaço continua aberto.