rachel-genofreRachel foi encontrada morta em 2008

Por Denise Mello

Um dos maiores crimes sem solução do país tem agora novas pistas obtidas com exclusividade pela Banda B. O assassino de Rachel Genofre, garota de 10 anos encontrada morta em uma mala na Rodoviária de Curitiba no dia 5 de novembro de 2008, pode estar vivendo em um país da Europa, desde o crime.

A polícia chegou a esta hipótese em uma investigação mais aprofundada do caso nos últimos meses. Uma denúncia apontou que um homem, que trabalhava perto da Rodoviária, não foi mais ao serviço no período em que Rachel desapareceu, entre 3 e 5 de novembro de 2011. A menina saiu do Instituto de Educação do Paraná no dia 3 de novembro, ficou desaparecida por dois dias, até o corpo ser encontrado mutilado e com sinais de violência sexual dentro de uma mala de viagem na Rodo. Foi neste período que este novo suspeito deixou o trabalho e viajou para o exterior. Desde então, ele nunca mais voltou ao Brasil. O sumiço deste homem, sem maiores explicações, foi confirmado por várias pessoas que freqüentavam o local que ele trabalhava.

Oficialmente, ninguém da Delegacia de Homicídios fala sobre estas novas pistas. Mas uma fonte da Banda B informou que as equipes de investigação estão coletando mais provas para, daí sim, enviar policiais até a Europa em busca do suspeito.

retratoRetrato falado divulgado em março de 2013

Retrato falado

Em março deste ano, a Delegacia de Homicídios divulgou o retrato falado de um novo suspeito de ter matado Rachel. A delegacia, comandada na época pelo delegado Rubens Recalcatti, assumiu o caso no final de 2012. Desde então, novas testemunhas foram ouvidas até que a polícia chegou à imagem. O homem na imagem aparenta ter aproximadamente 40 anos, tem cabelos levemente grisalhos, pele branca e olhos verdes. Não há a confirmação se o retrato falado corresponde ao novo suspeito que estaria fora do país.

O caso

Rachel desapareceu na tarde do dia 3 de novembro, após sair da escola. O corpo foi encontrado dois dias depois dentro de uma mala, em posição fetal, envolvido em dois lençóis. A garota foi morta por asfixia mecânica provocada por esganadura e apresentava diversos sinais de agressões. Havia sacolas plásticas na cabeça da menina, que estava com a camiseta de uniforme da escola e nua da cintura para baixo.

Foi coletado sêmen do corpo de Rachel. Até novembro de 2011, no entanto, quase 100 exames já haviam sido realizados e todos deram negativo.