Juliane e Ricardo foram mortos no dia 20 de setembro do ano passado. (Foto: Reprodução/Facebook)

 

O assassinato do casal Ricardo Cordeiro, de 32 anos, e Juliane Matos, 25, completa um ano na próxima quinta-feira (20) sem avanço nas investigações ou pistas que levem ao autor do crime. Os dois foram mortos a tiros por um homem encapuzado que invadiu a casa onde eles moravam, no bairro Boqueirão, em Curitiba. Na ocasião, o filho deles, que tinha dois anos e meio, foi poupado pelo atirador.

Segundo a Polícia Civil, o assassino chegou na residência e rendeu um técnico de TV a cabo que fazia a instalação de uma antena no local. Em seguida, ele disparou contra o casal, que estava na cama. Por um momento, Juliane tentou levantar e pegar o filho no colo, mas logo caiu morta. O autor fugiu e não foi localizado.

Revoltada com a falta de pistas sobre o caso, a mãe de Ricardo, Elizabeth Alves, organizou uma missa na Igreja Nossa Senhora da Paz, no Boqueirão, para homenagear o casal e pedir justiça. Amigos, parentes e vizinhos devem participar da celebração, que está marcada para as 19h30 desta quarta-feira (19).

“Até agora nós não temos nenhuma informação sobre o caso. A polícia não deu notícias para ninguém, não sei nem se ainda estão investigando o assassinato ou não. O que eu mais quero é que eles descubram alguma coisa, porque eu não desejo a dor que estou sentindo nem para o meu pior inimigo. Quanto mais o tempo passa, mais dá saudade deles”, disse Elizabeth, bastante emocionada, em entrevista à Banda B.

Ela afirmou que não faz ideia do motivo pelo qual Ricardo e Juliane foram mortos. “Nós deixamos isso na mão da polícia, porque não sabemos quem foi. Eu não tenho desconfiança de ninguém, não posso acusar sem ter provas, não dá. Eles que têm que investigar. O problema é que não tinha câmera, ninguém viu nada, só falam que o assassino chegou em um carro branco e que estava mascarado, com óculos e gorro”, relatou.

Criança traumatizada

Um ano depois, o filho do casal, que hoje tem três anos e meio, ainda sofre bastante com o trauma. De acordo com Elizabeth, ele passa por tratamento psicológico e psiquiátrico. “Ele lembra de todos os detalhes, fala tudo… Diz que viu a mamãe e o papai mortos na cama, que se escondeu na hora e depois colocou a mão no pé do Ricardo e viu que ele estava gelado”, falou.

A avó também contou que, às vezes, o menino acorda à noite pedindo pelos pais. “Eu até coloquei o meu neto na creche, para ter contato com outras crianças e ver se esquece disso um pouco, mas volta e meia ele lembra. Não é fácil”, finalizou.

Investigações

Sobre o caso, a Banda B entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil, que informou que as investigações estão em andamento e que os policiais fazem diligências para localizar o autor do duplo homicídio.