Por Elizangela Jubanski e Danaê Bubalo

novo-mundoConfusão dentro do bar aconteceu na noite de ontem. Foto: Colaboração

Um policial do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM) matou uma mulher em um suposto tiro acidental após uma confusão em um bar, na noite deste domingo (8), no bairro Novo Mundo, em Curitiba. Outra mulher e um jovem também foram feridos e encaminhados a hospitais. A vítima fatal foi identificada como Sandra Mara Rangel, 42 anos. A Corregedoria da PM foi acionada.

O bar fica na Avenida Brasília e uma confusão entre três pessoas começou no local, por volta das 21h50. Um homem bêbado, que foi apontado como sendo policial militar, sacou uma arma para os clientes que estavam no bar durante uma discussão. Não há informações sobre o motivo da confusão. Eles foram levados para fora do estabelecimento e várias testemunhas que estavam em um posto de combustível viram o incidente.

A área do Novo Mundo pertence ao 13º BPM, mas o próprio policial que sacou a arma teria acionado a equipe da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) do 23º, que atende a região da Cidade Industrial. Pouco tempo depois, a espingarda calibre 12 de um dos policiais da Rotam, que chegou para conter a situação, teria disparado acidentalmente, segundo relataram testemunhas, atingindo três pessoas. Uma munição de calibre 12 tem três balotes de chumbo, podendo atingir vários alvos com um só disparo.

“Foi uma discussão dentro do pagode, o policial sacou a arma e deve ter comunicado os amigos dele, que nem eram dali. Quando esse pessoal chegou foram dar abordagem e, com o despreparo da polícia, ele atirou”, disse o primo de um dos envolvidos, em entrevista à Banda B.

Sandra Mara foi ferida no rosto e morreu na hora, o sobrinho dela foi ferido na cabeça e encaminhado ao Hospital Evangélico, em estado grave. Ele foi identificado como Diogo Ribeiro, 26 anos, e aguarda uma cirurgia para a retirada do projétil, que está alojada na cabeça dele. Outra mulher que estava no bar também, Ana Carolina Munhoz, 27 anos, foi atingida por estilhaços e encaminhada ao Hospital do Trabalhador, sem gravidade.

Outra testemunha relatou que o policial à paisana, que teria armado a confusão dentro do bar, teria apontado quais pessoas os policiais da Rotam teriam de abordar. “Eu não vi a briga dentro do bar, eu vi quando todos já estavam lá fora, a briga já tinha acontecido entre um rapaz e esse policial. Eles estavam sentados, conversando no muro de um posto quando esse policial que tinha brigado apontou, mostrou quem seriam as pessoas que ele queria que abordasse. Nisso, os policiais foram dar geral, os meninos colocaram a mão na cabeça, quando a loira foi colocar a mão na cabeça a gente ouviu o disparo e ela caiu. O policial que atirou foi embora, a menina que estava com ela gritava perguntando ‘por que ele tinha feito aquilo’, foi uma confusão”, descreveu uma testemunha, que pediu para não ser identificada.

Retorno

A Banda B entrou em contato com a assessoria da Polícia Militar (PM) que informou que vai se pronunciar nas próximas horas.