Balanço divulgado pela Receita Federal, nesta terça-feira (14), mostra aumento significativo das apreensões de remessas postais internacionais com drogas. De 1.558 remessas apreendidas em 2018, houve aumento de 95%, com o registro de 3.037 remessas com drogas.

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Segundo a Receita, o resultado ocorre devido ao trabalho constante no aprimoramento da gestão de risco, das ações de inteligência e da integração com outros órgãos federais. Destaca-se também o uso de scanners, o trabalho diário realizado pelos cães de faro da Receita Federal no recinto alfandegado e as ações de capacitação dos servidores da Receita Federal.

Em 2019, além das apreensões de drogas, a Receita Federal registrou a apreensão de 16.379 remessas postais internacionais contendo partes e peças de armamentos (envio fracionado) ou simulacros de armas de fogo, com um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

Já em relação à apreensão de produtos falsificados, as 3.118 apreensões de 2019 superaram em 78% as 1.748 apreensões de 2018. Fato este que também aponta para uma melhora da análise de risco por parte da Receita Federal.

Houve ainda a apreensão de 12.240 remessas postais internacionais contendo aparelhos bloqueadores de sinal de celular, cuja importação é proibida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Por fim, foram lançados mais de R$ 67 milhões em impostos devidos relativos às remessas postais que chegaram ao Brasil pelo Centro.

Chegada ao Brasil

Por volta de 98% das remessas postais internacionais de pequeno porte que chegam ao Brasil são tratadas pela Receita Federal, no Centro Internacional de Curitiba (Ceint Curitiba), localizado em Pinhais, na região metropolitanda.

Em 2019 o Ceint Curitiba registrou um recebimento de quase 78 milhões de remessas postais internacionais, com um aumento de quase 12% quando comparado ao número de remessas postais recebidas em 2018. A média mensal ficou em torno de 6,5 milhões de remessas postais recebidas.