Por Felipe Ribeiro

O presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado Paraná (Sinclapol), André Gutierrez, fez duras críticas à condição das carceragens de Curitiba e região metropolitana na tarde desta segunda-feira (28), algumas horas após a tentativa de rebelião no 12° Distrito Policial, no bairro Santa Felicidade. Em entrevista ao jornalista Adilson Arantes, da Banda B, ele afirmou que das quatro celas, apenas duas estão funcionando no local, mas que nenhuma delas possui reais condições de receber presos.

risco-população-281013-bandabFoto: Bruno Henrique – Banda B

“A carceragem está caindo aos pedaços e os presos estão muito revoltados. Por mais que o estado tenha se acalmado, o ideal seria que as celas fossem esvaziadas, já que apenas uma grade os mantém ali e não temos como garantir a segurança dos presos, dos policiais ou da população”, disse.

Segundo Gutierrez, o problema é muito claro e o sindicato já faz alertas sobre a situação há algum tempo. “A condição das carceragens não dá a menor condição dos presos cumprirem a sua pena. Quem mora no entrono das delegacias não tem segurança nenhuma e essa situação é ainda mais crítica em cidades do interior do Paraná. O policial civil hoje é quase um refém do preso”, concluiu.

Questionado sobre as delegacias com maior risco da capital, o presidente do Sinclapol apontou os 11º e 8º Distritos, as Delegacias de Furtos e Roubos (DFR) e Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), Alto Maracanã, Colombo e Rio Branco do Sul como as mais problemáticas.

A Banda B entrou em contato com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e aguarda retorno.

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