Antes de ser preso, homem que matou companheira fez post para ‘fofoqueiros de plantão’: ‘Bateu a cabecinha na mesa’

Lesões encontradas no corpo da vítima não eram compatíveis com uma queda acidental, mas sim com agressões físicas intensas

Redação

Um homem, identificado como Brendon Kaio Da Silva, foi preso preventivamente nesta segunda-feira (7), suspeito de envolvimento na morte da própria companheira, Ketlyn Aparecida Alcântara de Souza, de 26 anos. O crime ocorreu no dia 22 de junho deste ano, no bairro Santa Quitéria, em Curitiba.

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Ketlyn Aparecida Alcântara de Souza e Brendon Kaio Da Silva. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Inicialmente, a morte foi tratada como natural, supostamente causada por uma queda. No entanto, com o avanço das investigações, a Polícia Civil concluiu que Ketlyn foi assassinada.

De acordo com o laudo pericial, as lesões encontradas no corpo da vítima não eram compatíveis com uma queda acidental, mas sim com agressões físicas intensas, o que indicou que ela foi espancada até a morte.

“O caso é tratado como feminicídio e a prisão representa um avanço importante, resultado das investigações e demonstra a atuação firme da Polícia Civil no combate aos crimes contra a vida”

afirmou o delegado Diego Valim, responsável pelo inquérito.

O suspeito foi localizado na casa de familiares e permanece preso, à disposição da Justiça. O espaço segue aberto para manifestação da defesa.

‘Fofoqueiros de plantão’

Após a morte de Ketlyn, o suspeito chegou a publicar diversas homenagens à companheira nas redes sociais. Em uma das postagens, ele se defendeu das acusações e apresentou sua versão dos fatos.

“Para os fofoqueiros do Santa Quitéria que estão falando que eu matou minha esposa, vou contar para vocês certinho o que aconteceu”

escreveu, em letras maiúsculas, dirigindo-se a moradores do bairro.
Momento da prisão do investigado. Foto: Reprodução/ Polícia Civil do Paraná

No texto, o homem relata que o casal teria saído para beber, comemorando o pagamento de contas. De acordo com ele, quando chegaram em casa, Ketlyn “bateu a cabecinha na mesa, mas ela sempre se machucava, era distraída e meio bobinha… a mais fofa desse mundo”.

Na sequência, Brendon descreveu que a jovem adormeceu e, horas depois, não respondeu mais aos chamados.

“Passou a bebedeira e comecei a falar com ela. Ela não me respondia. Quando acendi a luz, ela estava branca do meu lado”, escreveu. Segundo o relato, ele então correu até a casa dos pais para pedir ajuda. “Tentamos ressuscitar, apertando o peito dela […]. A ambulância chegou, tentaram reanimá-la e, quando disseram que ela tinha ido, entrei em pânico.”

Por fim, o investigado deixou um recado às pessoas que o acusavam nas redes sociais e no bairro:

“A próxima vez que vim falar merda que eu matei, procure certificar suas palavras. Eu amava de verdade a minha esposa, cuidei dela. E agora vem alguns malditos que não cuidam nem da própria vida para falar da minha. Se eu tivesse matado ela, eu estaria preso”

complementou.

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