Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

Antes de atirar contra a ex-mulher e se matar, o segurança Jackson Mathoso, de 42 anos deu um beijo e se despediu da filha de apenas um ano. O crime que chocou Curitiba neste fim de semana foi testemunhado por um filho de Márcia Aparecida Pereira, que ao ser baleado fingiu estar morto. Durante o velório de Márcia, na manhã desta segunda-feira (5), a Banda B conversou com Sirlene Aparecida Pereira, irmã da mulher assassinada aos 40 anos no bairro Boqueirão.

diaristaMárcia foi assassinada pelo ex-marido (Foto: Reprodução Facebook)

Sirlene contou o que seu sobrinho, de 17 anos, viu na noite do último sábado. “Meu sobrinho falou que ele chegou pedindo para ver a menina e a Márcia deixou ele entrar. Quando entrou, deu um beijo na filha, foi até a Márcia e a matou. Depois, atirou contra o meu sobrinho que fingiu estar morto. Em seguida, o Jackson se matou”, descreveu.

De acordo com Sirlene, o ex-marido da irmã não era alguém violento. “Eles namoraram e logo casaram. Ficaram sete anos juntos e tiveram uma menina linda. Ele não era muito violento, mas tinha ciúmes e problemas com os enteados. Muitas vezes, a Márcia falava que se fosse para escolher entre homem e filhos iria escolher os filhos”, relatou.

Sirlene concluiu dizendo que ficaram as boas lembranças para a irmã. “Uma mulher trabalhadora, dedicada aos filhos, muito alegre e feliz. A vida dela era trabalhar. Infelizmente, terminou assim”, disse.

O caso

Um crime premeditado e de certa forma anunciado. A diarista Márcia Aparecida Pereira, de 40 anos, tinha medida protetiva contra o ex-marido, o segurança Jackson Mathoso da Silva, de 42, mas isso não o impediu de matá-la e depois atirar contra a própria cabeça, na noite deste sábado (3). O assassinato seguido de suicídio aconteceu na Rua Danilo Gomes, no bairro Boqueirão, em Curitiba.

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