A morte do engenheiro Douglas Regis Junckes, de 36 anos, voltou a ser pauta de um evento realizado em Blumenau, Santa Catarina, neste último sábado (25). Um grupo de amigos e familiares se reuniu para protestar contra a violência e não deixar o caso cair no esquecimento. O ato aconteceu no coletivo cultural Colmeia, no Teatro Carlos Gomes.

Douglas era natural de Blumenau, mas morava em Curitiba. (Foto: Reprodução/Facebook)

Douglas foi morto a tiros por um vizinho de condomínio no dia 20 de maio deste ano no bairro Juvevê, em Curitiba. Na ocasião, o empresário acusado do crime, Antonio Humia Dorrio, de 49 anos, alegou que o motivo do homicídio teria sido o som alto que a vítima ouvia no apartamento. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná e chegou a ser preso, mas atualmente responde o processo em liberdade.

Kalinka Maronez Moura, uma das organizadores do evento, explicou que o principal objetivo do ato foi pedir por mais tolerância no relacionamento entre as pessoas. “Se nós continuarmos aceitando a violência e a morte como participantes comuns do nosso dia a dia, não demorará para trombarmos com elas durante a nossa rotina, enquanto realizamos as nossas atividades. É sair da padaria e de repente ser atropelado por um motorista bêbado, é ter o cachorro envenenado por latir para o carteiro. É escutar a sua música preferida no meio da tarde e ser assassinado pelo vizinho louco do andar de cima, é terminar um relacionamento e ser morta na frente da mãe”, desabafou ela, em entrevista à Banda B.

Caso Bianca Wachholz

Bianca foi assassinada pelo ex-namorado no dia 25 de julho. (Foto: Reprodução)

O último exemplo citado por Kalinka foi exatamente o que aconteceu com a designer Bianca Wachholz, de 29 anos, também homenageada durante o evento do coletivo. A jovem foi morta no dia 25 de julho na casa da mãe, em Blumenau. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o ex-namorado da vítima, Éverton Balbinott de Souza, invadiu a residência e atirou contra o rosto dela, na frente da mãe. O motivo teria sido o fim do relacionamento entre os dois. O acusado foi preso preventivamente pelo crime.

Para o ato, um mural foi confeccionado com fotos de Douglas e Bianca e estatísticas sobre mortes violentas, além de mensagens pela paz. “Nós queremos resgatar o cuidado e o respeito das pessoas umas com as outras. Por isso colocamos no painel fotos manchadas de ‘sangue’, para mostrar que, se nada mudar, a próxima vítima pode ser um irmão, uma irmã, um melhor amigo, a mãe, o pai…”, finalizou Kalinka.

Os participantes do ato realizaram também um ‘flash mob’, onde ficaram parados, segurando uma vela acesa, em frente ao mural.