Rodrigo foi encontrado morto na beira da Estrada Pinheiro Seco (Reprodução)

 

A Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, começou a ouvir nesta sexta-feira (4) testemunhas que possam a ajudar a solucionar a morte do ex-policial militar Rodrigo Lourenço Barbosa. Uma das pessoas ouvidas é o também ex-policial militar Rodrigo Jaques de Souza, que morava junto com Barbosa. No depoimento, ele afirmou que estava “na praia” na data do desaparecimento.

De acordo com o delegado Michel Carvalho, a investigação está no início e ninguém é tratado como indiciado no momento. “Todos estão sendo ouvidos, apresentando sua versão e vamos apurar qual a efetiva causa da morte do ex-policial”, comentou.

No depoimento, Souza afirmou que, com a notícia do desaparecimento de Barbosa, retornou para São José dos Pinhais e contribuiu com todas as investigações.

Segundo o advogado Jeffrey Chiquini, está provado que o colega de apartamento não matou Barbosa. “O desaparecimento se deu em época de Natal e meu cliente já estava na praia. Quando soube que sua casa havia sido arrombada, ele retorna e contribui com toda a investigação. Como não havia notícias do paradeiro de Barbosa, ele novamente segue para a praia, onde passa o Natal com sua família”, afirmou.

O advogado entregou à polícia uma relação de extratos bancários que serviriam como prova da versão de Souza.

Suspeito preso

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de um homem já preso ser o autor do crime. A informação foi relatada por Chiquini, que comentou que tudo indica para um crime passional. “Não queremos atrapalhar as investigações, mas tudo aponta para isso”, disse.

Esse detido teve o possível envolvimento confirmado pela própria esposa. Segundo o delegado, ele está preso por agredir a mulher, mas tem a participação na morte de Barbosa investigada.

Crime

Rodrigo foi visto pela última vez no dia 23 de dezembro, quando ligou para irmã e pediu dinheiro emprestado. Dias depois, um vídeo misterioso foi mandado para a família com imagens do quarto do ex-soldado, todo revirado e com manchas de sangue em um colchão.

Rodrigo atuava no 22º Batalhão da Polícia Militar, em Colombo. Ele ingressou na corporação em 2012 e foi excluído em 2018 por deserção, no entanto, chegou a responder a outras questões disciplinares e criminais enquanto ainda estava na PM.

O corpo dele foi encontrado na beira da Estrada Pinheiro Seco, no bairro Borda do Campo, por moradores da região. Como estava em avançado estado de decomposição, o mau cheiro acabou chamando a atenção.