Uma amiga da terapeuta ocupacional encontrada morta, na tarde desta quinta-feira (6), afirmou à reportagem da Banda B que a vítima havia se formado há apenas 2 semanas e trabalhava em uma escola e em um lar de idosos, não em uma penitenciária, como informou inicialmente à polícia o marido da vítima. O corpo de Aline Miotto Nadolny, de 27 anos, foi descoberto ao lado do muro da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

(Foto: Arquivo Pessoal)

“Nossa turma se formou há duas semanas e a Aline já trabalhava na área em um lar de idosos e em uma escola, não na penitenciária”, disse a amiga, que não quis ser identificada. Segundo ela, o marido contou que Aline teria saído de casa, por volta das 6h10, a caminho do ponto de ônibus, e a partir daí não se teve mais notícias dela. “Segundo o próprio marido, ela saiu de casa por volta das 6h10, a caminho do ponto de ônibus e não apareceu mais. Ele conseguiu acessar informações do celular dela que indicavam que o aparelho foi desligado às 6h17 e se encontrava próximo de casa, no bairro Alto da XV”, relatou.

“Não faz sentido ela estar naquela região de Piraquara. Ela estava lá porque mataram minha amiga e deixaram o corpo lá. Algo aconteceu nesse caminho até o ponto de ônibus. Agora só esperamos descobrir o quê”, completou.

De acordo com a amiga, Aline era uma menina doce, dedicada e apaixonada pela profissão. “Não tinha problemas com ninguém, então não imaginamos quem e porque faria algo assim com ela. Estamos estarrecidos, foi um susto enorme”, lamentou a amiga, também comentando sobre o relacionamento da vítima com o marido. “Ela nunca se queixou. Ele pode ter falado que ela trabalhava na penitenciária por estar em estado de choque”, concluiu.

O DEPEN (Departamento Penitenciário do Paraná) confirmou à reportagem que Aline nunca fez parte do quadro de funcionários do sistema penitenciário. A Polícia Civil segue com as investigações sobre o caso e tenta identificar os autores e as motivações do assassinato.