(Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

 

Relatos de uma suposta tentativa de sequestro de uma aluna de Educação Física da Universidade Federal do Paraná (UFPR) viralizaram nas redes sociais e assustaram estudantes, funcionários e professores. O caso, que teria acontecido no campus Jardim Botânico, em Curitiba, mobilizou a diretoria e fez com que uma reunião de emergência fosse realizada nesta quarta-feira (13) para debater sobre a segurança no local.

Caso viralizou nas redes sociais. (Foto: Reprodução)

No Facebook e no Instagram, pessoas contaram que a aluna pediu carona em um aplicativo de transporte por volta das 18h30 desta terça-feira (12) no Departamento de Educação Física. O motorista, no entanto, cancelou a corrida e ela saiu do campus em direção ao ponto de ônibus mais próximo.

Nesse momento, um rapaz a teria abordado e a conduzido de volta ao Departamento. “Ela fez sinal para o segurança, mas ele não sabia se o cara estava armado. Aí ele meio que seguiu os dois e, quando viu, ambos tinham desaparecido. Ele não sabe se o homem a levou para o mato ou se havia outra pessoa, que o ajudou a colocá-la em um carro”, diz uma das publicações.

Segundo a denúncia, a vítima tem cabelos pretos e longos e usava uma calça legging e uma camiseta preta. Até o momento, no entanto, ela não foi identificada e, por isso, nenhuma queixa formal foi feita à polícia sobre o suposto sequestro.

Reunião

Assustados diante da ocorrência, alunos, professores e funcionários realizaram uma reunião na manhã de hoje com diretores da universidade. Uma estudante de 25 anos, que cursa o primeiro período de Terapia Ocupacional e participou do encontro, afirmou que a segurança é uma preocupação frequente dos universitários.

“Antes de cursar Terapia Ocupacional, já fiz quatro anos de Educação Física aqui no campus e, desde aquela época, nunca vi essas rondas de vigilantes. Eles falam que gastam R$ 23 mil por mês com vigias, mas nós não vemos eles atuando. Por isso, sugerimos mudanças de logísticas para que possamos nos sentir mais seguros”, disse a jovem, que preferiu não se identificar.

Sobre as solicitações feitas na reunião, o pró-reitor da UFPR, Fernando Mezzadri, declarou que a universidade deve trabalhar para melhorar a segurança nos campi. “Nós temos um investimento de R$ 12 milhões por ano nessa área e precisamos analisar as alternativas. A nossa ideia é colocar mais pessoal e câmeras de segurança para monitorar as entradas e saídas dos campi. Para isso, temos que rever o orçamento junto ao Ministério da Educação para contratar mais efetivo”, finalizou.

Enquanto a diretoria realiza essas ações, a orientação é que os alunos tentem andar sempre em grupos e denunciem qualquer tipo de ocorrência para a polícia.