Aluno que perfurou pescoço de colega de 13 anos com caneta sofria “ameaças e provocações”, diz defesa

Caso é tratado como tentativa de homicídio pela Polícia Civil; adolescente de 15 anos foi apreendido após atingir colega no pescoço dentro de colégio

Informações de Portal aRede

A defesa do aluno, de 15 anos, que foi apreendido após perfurar um colega, de 13 anos, com caneta dentro de um colégio em Ponta Grossa, no Campos Gerais do Paraná, disse que o jovem sofria “ameaças e provocações” por parte da vítima da agressão. O caso ocorreu no dia 26 de março.

Pescoço machucado de aluno que teve percoço perfurado por colega com caneta
Pescoço ficou com ferimentos após aluno perfurar pescoço de colega com caneta. Foto: divulgação/Polícia Civil

Segundo informações apuradas pelo Portal aRede, o advogado do jovem apreendido afirma que ele vinha sendo alvo de conflitos anteriores ao episódio. Ainda segundo a defesa, existem “elementos concretos que indicam a existência de um cenário prévio de conflitos, envolvendo ameaças, provocações reiteradas e situações de hostilidade direcionadas” ao adolescente.

O advogado também declarou que há “registros documentais e conteúdos de comunicação que evidenciam que o rapaz vinha sendo alvo de intimidações”. Para a defesa, as informações apresentadas pelos representantes da vítima “não refletem, de forma completa e fidedigna, o contexto dos fatos”.

Nesta segunda-feira (30), os advogados que representam o estudante ferido informaram que o cliente teria sido ameaçado pelos pais do adolescente apreendido.

Aluno que perfurou o pescoço de colega de 13 anos com caneta: entenda o caso

A agressão ocorreu dentro da instituição de ensino. O estudante atingido foi socorrido e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santana. Segundo a defesa, no momento da ocorrência, o adolescente de 15 anos se viu “em uma situação de temor concreto e imediato, acreditando estar prestes a sofrer nova agressão”. Ele também relatou suspeitar que o outro jovem pudesse estar com algum objeto capaz de causar dano físico.

Em nota, o advogado afirmou que “esse contexto não pode ser ignorado. Ele revela que a reação ocorrida não nasce de um ato isolado ou gratuito, mas de um ambiente progressivo de pressão, medo e tensão, completamente desconsiderado na narrativa apresentada”. A defesa também negou que familiares do adolescente tenham feito ameaças, afirmando que “não corresponde à realizada, inexistindo qualquer episódio nos moldes em que foi noticiado”.

O que diz o colégio o caso

O colégio informou que abriu procedimento para apurar o caso. A Polícia Civil do Paraná também conduz investigação. O adolescente foi encaminhado ao Centro de Socioeducação Regional de Ponta Grossa (Cense).

De acordo com informações das autoridades, o jovem apreendido já teria se envolvido em outros registros recentes de agressão.

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