Os presos até o momento no caso Daniel: Edison, Cristiana, Allana e, embaixo, David, Igor e Eduardo. (Montagem Banda B)

 

A defesa de David Willian Villero Silva, de 18 anos, e Igor King, 20, alegou nesta quinta-feira (8) que os dois
entraram no carro que levou o jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, até o local do assassinato porque se sentiram ameaçados. O advogado Allan Smaniotto, que representa os suspeitos, disse que Edison Brittes Junior, o ‘Juninho Riqueza’, teria coagido ambos para que eles fossem juntos até a plantação de pinos onde a vítima foi mutilada, morta e desovada.

“Eles estavam no veículo amedrontados. Nós vamos dar mais informações sobre tudo isso amanhã, depois que eles  prestarem depoimento, eles vão trazer a verdade. O que eu posso dizer agora é que eles estavam com medo, foram
ameaçados e coagidos pelo Edison”, afirmou Smaniotto em entrevista coletiva.

David e Igor tiveram a prisão decretada nesta quarta (7) e se entregaram na delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na manhã de hoje. O advogado Robson Domacoski, que também defende os dois suspeitos, avaliou o pedido de prisão como “desnecessário”. “Nós vamos esclarecer que ambos estiveram aqui em três oportunidades, pedindo para serem ouvidos, mas como a delegacia estava tumultuada, não foi possível. Desde o início, o objetivo deles é colaborar com as investigações, por isso acredito que as prisões não eram necessárias”,  comentou.

As agressões

Domacoski ainda falou sobre as agressões contra Daniel que aconteceram na casa da família Brittes, antes de ele
ser assassinado na manhã do dia 27 de outubro. Ele afirmou que David e Igor participaram apenas do início do ataque ao jogador. “Em qualquer lugar, se alguém grita que tem um estuprador, todos ficam indignados. É natural do ser humano se indignar com uma coisa tão bárbara. Alguém disse para segurar o jogador porque ele teria cometido o abuso e eles correram para  ajudar. Quando eles viram, no entanto, que o jovem estava muito debilitado, pediram para que as agressões parassem”.

Segundo o relato do advogado, David teria segurado um dos agressores pelo pescoço para tirá-lo de cima de Daniel
e Igor pedido para que os envolvidos parassem. Questionado, porém, sobre o motivo dos dois terem ido junto com
Edison para o local do assassinato após o espancamento, Domacoski apenas declarou que não “pode adiantar nenhum detalhe antes do depoimento dos dois, porque estaria atrapalhando o processo”, mas que em momento algum eles desceram do automóvel.

Prisões

Além de David e Igor, estão presos pelo crime a família Brittes – Cristiana, Edison e Allana, filha do casal – e
Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, primo de Cristiana, que foi detido ontem em Foz do Iguaçu, no
Oeste do Paraná.