Por Elizangela Jubanski e Juliano Cunha

15.07.13 TAYNAGarota foi encontrada morta estrangulada dentro de um poço Foto: Reprodução

O advogado que defende seis investigadores da Delegacia do Alto Maracanã, na região metropolitana de Curitiba, que foram afastados das funções sob suspeita de torturar os acusados de matar a garota Tayná Adriane da Silva, 14 anos, não sabe se os policiais tiveram a prisão preventiva decretada. Em entrevista à Banda B, na manhã desta quarta-feira (17), André Luiz Romero de Souza disse que até agora ainda não sabe se os investigadores tiveram a prisão preventiva solicitada. Ainda, o advogado adiantou que não há confirmação se eles têm envolvimento no caso de tortura.

“Os policiais estão sendo alvo de investigações no caso de tortura. Nós fomos a Promotoria de Colombo, onde nos foi exposto o que seria a investigação, mas sem informar quem seriam os investigadores. Coloquei esses investigadores à disposição da justiça e do Ministério Público do Paraná (MP-PR), do Gaeco e da Corregedoria para prestar todos os esclarecimentos. Ainda não sabemos que há um mandado de prisão contra eles”, explicou.

O advogado ainda confirmou que, se houve tortura aos investigados, não aconteceu no Distrito Policial do Alto Maracanã. “Protocolei na 1ª Vara Criminal de Colombo uma solicitação de informações acerca das investigações, bem como para saber se esses policiais estão envolvidos”, conta.

Sobre a participação dos investigadores na tortura dos suspeitos do caso Tayná, o advogado é enfático. “A narrativa dos policiais é muito contrária ao que vem se expondo. Eles afirmaram que toda a transferência aconteceu para preservar a integridade dos presos”, finaliza.

Investigações

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) anunciou na semana passada que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) irá investigar as denúncias de tortura contra os quatro suspeitos do assassinato da menina Tayná. Em entrevista à Banda B, o coordenador do grupo, Leonir Batisti, afirmou que a intenção do Gaeco é identificar os autores das agressões e o motivo.

Batisti ainda disse que, caso seja comprovado à denúncia de tortura, os policiais irão responder judicialmente. “Ainda não sabemos se foram policiais, já que a revolta pelo caso pode ter motivado pessoas da região a cometerem as agressões, mas se os exames apontarem para a tortura, a investigação muda de rumo”, afirmou.

Em nota, o MP-PR informou que os autos de investigação sobre a morte da adolescente estão sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Colombo, e de promotor do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, especialmente designado para o caso, que estão tomando todas as providências para que o crime possa ser devidamente elucidado. Os autos tramitam em segredo de Justiça em razão da natureza do crime (contra a dignidade sexual) e da qualidade da vítima (adolescente).

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