Advogado de filho que matou o pai diz que cliente agiu para defender a mãe; polícia rebate

O oficial de Justiça José Luiz Santana, de 70 anos, foi morto a tiros na noite do último sábado

Francielly Azevedo e Djalma Malaquias

O advogado Fernando Fernandes, que defende Felipe Santana acusado de assassinar o próprio pai, afirmou que o cliente agiu para defender a mãe. José Luiz Santana, de 70 anos, foi morto a tiros, na noite do último sábado (2), na localidade de Piedade, na zona rural de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

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Fotos: Reprodução Redes Sociais

O idoso, conhecido como Zeca, era oficial de Justiça no município. Ele foi morto com três tiros de uma pistola calibre 9 mm. Felipe, de 40 anos, assassinou o pai dentro de casa. Segundo o advogado, o cliente teria agido em legítima defesa.

“Não devemos ignorar que estamos diante de um quadro de reação de um sujeito que precisou se defender e também defender a sua mãe. Afinal, a vítima, o senhor José Luiz Santana, portava uma arma. Uma arma que a princípio estava de maneira irregular. Uma arma de fogo que ele utilizou para efetuar dois disparos em direção ao seu filho e na mesma direção que estava sua esposa. Por isso, reforçamos que não devemos nos deixar influenciar isoladamente pelo o que uma análise rápida dos fatos traz”, disse.

No entanto, a polícia não acredita nesta versão. Em entrevista à Banda B, o delegado Gabriel Fontana informou que a perícia no local do crime evidenciou que Felipe tentou forjar a situação.

“Esse filho também teria arrastado o corpo do pai pela casa e supostamente levado para o hospital alegando legítima defesa, alegando que o pai teria tentado atirar contra ele. Só que ali no local se percebeu que na verdade esse álibi que esse filho alegava era um álibi forjado. O filho teria pego, inclusive, o revólver do pai e atirado de forma a parecer que o pai foi quem atirou contra ele”, disse Fontana.

Para o advogado, o depoimento da mãe de Felipe e esposa de Zeca será importante para montar o quebra-cabeça.

“É importante lembrar que estamos na fase de investigação do ocorrido, uma fase muito embrionária. Então, tem muito ainda para acontecer: juntada de laudos das perícias, informações sobre a vida pregressa de cada um dos envolvidos, laudo das armas, a oitiva de testemunhas, lembrando que a principal delas é o testemunho da esposa da vítima, que para além do senhor Felipe e do senhor José era a única que estava lá”, finalizou.

Felipe foi preso em flagrante e ficou em silêncio no interrogatório. A Polícia Civil agora investiga a motivação do crime.

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