“A gente vem falando há cinco anos: eles não tinham responsabilidade na execução”. Assim comemorou o advogado Rodrigo Faucz, que representava David Willian Vollero Silva e Ygor King. Eles foram inocentados, nesta quarta-feira (20), após os três longos dias de julgamento pelo crime que gerou a morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas, no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

A sentença de cada um dos sete réus foi lida por volta das 18h40, pelo juiz Thiago Flores Carvalho. O conselho de sentença condenou Edison Luiz Brittes Junior a 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão pela morte do jogador. A filha de Edison, Allana Emilly Brittes, foi condenada a 6 anos, 6 meses e 6 dias de prisão, tendo determinada a prisão em plenário.
Cristiana Rodrigues Brittes, esposa de Edison, recebeu a absolvição do crime de homicídio, mas foi condenada a 1 ano de prisão, em regime aberto, por fraude processual e coação no curso do processo.
David e Ygor estão entre os quatro acusados que foram absolvidos. Os dois foram julgados por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e ocultação do cadáver.

Segundo o advogado que os representa, o resultado é uma resposta de que houve o entendimento de que eles realmente não participaram da morte de Daniel. Durante todo o júri, a defesa reforçava que os rapazes haviam confessado que agrediram o rapaz, mas não ajudaram Edison a matá-lo.
“Eles não tinham responsabilidade na execução, foram processados por uma situação que não estavam envolvidos, então finalmente o conselho de sentença reconheceu e atestou a absolvição deles”
comentou Rodrigo Faucz, advogado de David e Ygor.
Absolvição tripla
Junto com David e Ygor, acabou sendo absolvido também Eduardo Henrique Ribeiro da Silva. Ele foi julgado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ocultação do cadáver e corrupção de menor.
O trabalho das advogadas Jéssica Virgínia Moreira e Clarissa Taques, que representam o rapaz, foi importante para fazer os jurados entenderem o grau de participação dele na situação em si, mas o esforço conjunto com Rodrigo Faucz acabou ajudando.
“É verdade, mas que bom que prevaleceu a Justiça, isso é o mais importante. Eles foram absolvidos e agora podem começar uma vida nova, tocar para frente e deixar essa história para trás”
disse o advogado.

Atuando no caso desde o começo, Faucz comentou que a sensação, como advogado, é de dever cumprido. Para ele, a visão técnica do conselho de sentença fez com que não houvesse injustiças no processo.
“É um sentimento de missão cumprida. Estou há quase cinco anos no processo, acompanhamos e prisão no início, a saída, a esse preparo do júri, então sempre fica uma situação, mas eu tinha certeza que o conselho de sentença de São José dos Pinhais iria reconhecer porque são extremamente preparados, eles buscam as provas e não estão interessados no que estão dizendo simplesmente, na imprensa ou qualquer coisa”
concluiu Rodrigo Faucz.
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