Um dos sócios da distribuidora de bebidas e pub Joker, na Cidade Industrial de Curitiba, foi preso pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta terça-feira (30). Ele está sendo acusado de mandar matar o sócio Matheus da Silva Duenhas, de 22 anos. O crime aconteceu no dia 22 de maio, na Rua Gilberto Kaminski, na Vila Barigui, no momento em que Duenhas fechava o comércio, ao lado de dois funcionários.

 

 

A Operação da Homicídios cumpriu cinco mandados judiciais referentes às investigações do homicídio. Cerca de 20 policiais civis participaram da operação. Além do mandado de prisão temporária, a polícia cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, Duenhas era sócio de uma distribuidora de bebidas com um colega e o pai deste rapaz. Na ocasião do crime, a vítima estava fechando o comércio junto com dois funcionários, quando um homem vestindo roupas pretas, se aproximou com uma motocicleta branca e atirou diversas vezes contra Duenhas.

 

 

Os dois funcionários conseguiram se esconder e não foram atingidos. Duenhas foi alvejado por cerca de quatro tiros e morreu no local.

Investigação

Durante as diligências realizadas pela PCPR, foi possível identificar que um dos sócios da vítima estaria envolvido no crime. Conforme apurado, o suspeito teria alterado a cena do crime ao subtrair o relógio de pulso da vítima, modelo apple watch, o qual apresenta conectividade direta com o celular – que também não foi encontrado na cena do crime.

Nas investigações, foi constatado que, cerca de 40 minutos após o crime, o veículo da vítima – que estava estacionado em frente à distribuidora – foi deslocado, por dois homens, até a residência de Duenhas, localizada no município de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.

Nas análises de câmeras de segurança, os policiais civis também visualizaram um dos indivíduos descendo do carro e indo até a residência da vítima, enquanto o outro se distancia e espera o comparsa voltar.

A PCPR cumpriu buscas na casa de Duenhas, onde foi localizada uma mala de viagem com seis sacos plásticos rasgados, contendo fragmentos de cocaína, pequena porção de maconha, uma grande quantidade de pequenos plásticos e papéis de seda.

Motivação

O delegado Thiago Nóbrega, da DHPP, responsável pelo comando das investigações, disse que, com a prisão do suspeito, o inquérito pode avançar. “A gente acredita que o preso de hoje tem envolvimento direto na morte do Matheus. Agora, com a prisão, conseguimos avançar nas investigações com novas testemunhas, seja até na própria colaboração do preso, que tem muito a esclarecer para a polícia. Ele talvez seja o mandante, tudo leva a crer que ele contratou a morte do seu sócio”, detalhou.

 

Matheus foi morto a tiros. Foto: Reprodução/Facebook

 

Para o delegado, a principal motivação é a desavença pela divisão dos valores do tráfico de drogas. “Infelizmente, a vítima estava envolvida com o tráfico, encontramos na casa da vítima drogas, como cocaína. Desde o início do ano, ele estava envolvido com o tráfico, teve um crescimento patrimonial muito rápido. Era um simples vendedor de tinta em uma loja, que ganhava em torno de R$ 800 e, de repente, passou a ostentar carros de luxo, roupas caras, viagens, dinheiro em espécie. Se envolveu no mundo do tráfico de drogas, gerou a inveja e isso culminou na morte dele”, finalizou.

Vídeos

Confira os vídeos registrados e divulgados pela Polícia Civil à imprensa: