Foto: Vitor Silva / SSPress/Divulgação Botafogo

 

O advogado contratado pela família de Daniel Corrêa Freitas, Nilton Ribeiro, entregou à Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, um documento que mostra todas as conversas de Edison e Allana Brittes com a família do jogador após o crime. Assistente de acusação, o advogado afirmou nesta terça-feira (13) que o caso não tem mais dúvidas e que qualquer fato novo que venha a aparecer é “mera especulação”.

Em entrevista coletiva, Ribeiro afirmou que o caso não tem mais nenhum ponto a ser esclarecido e que a acusação está apenas no aguardo da conclusão do inquérito. “Não há mais dúvidas, qualquer coisa que eventualmente venha a surgir é especulação. O que ocorreu foi uma tortura e uma morte com no mínimo três qualificadoras, então a decisão agora cabe ao conselho de sentença do Tribunal do Júri”, disse.

O documento entregue à polícia é relacionado às conversas já divulgadas anteriormente. Segundo o assistente de acusação, essas trocas de mensagem podem aumentar a pena de todos os envolvidos. “As conversas mostram a frieza e uma total falta de respeito com uma mãe que sofre com a perda do filho. É frio, calculista e insensível, tanto por parte da Allana, quanto do Edison. Quando o juiz for dar a pena, isso aqui vai ajudar a aumentar o tempo”, explicou.

Nesta terça-feira, apenas a namorada de Eduardo Henrique Ribeiro da Silva prestou depoimento à Delegacia de São José dos Pinhais.

O caso

O jogador Daniel Correa Freitas, de 24 anos, foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, ele estaria em uma festa e morreu após enviar fotos de Cristiana Brittes para amigos em um grupo de WhatsApp. Apontado como principal responsável pelo crime, Edison Brittes, o Juninho Riqueza, está preso.