Depois de receberem uma denúncia anônima dando conta de que estaria ocorrendo entrega de drogas em Araucária, na região metropolitana de Curitiba (RMC), na tarde desta segunda-feira (14), a Polícia Militar (PM) descobriu uma chácara equipada para produção de maconha em Campo Magro, também na RMC, e quatro suspeitos acabaram presos.

“Após recebermos a denúncia, uma equipe abordou o veículo apontado, em Araucária, e cerca de 3 kg de maconha foram localizadas no interior. O condutor disse que entregaria a mercadoria para um rapaz no bairro Passaúna e disse que a pegou em Campo Magro”, disse o tenente Feltrin, do 17º Batalhão de Polícia Militar.

Foto: Colaboração

Na sequência, já em Campo Magro, os policiais acabaram localizando uma chácara. De acordo com o tenente, no momento em que chegaram, já sentiram um forte cheiro de maconha no local. Dois homens foram abordados em uma das casas e, no interior, vários tabletes de maconha foram encontrados. “Apreendemos murrugas [flor da maconha] e cerca de 450 comprimidos de ecstasy nesta casa”, explicou Feltrin.

Foto: Colaboração

Em outra casa, que fica no mesmo lote, a PM se deparou com uma estufa de plantação com 58 pés de maconha, além de insumos, máquinas e adubos para o cultivo. “A estufa foi uma surpresa para nós, mas este é mais um dos prejuízos que a PM causou ao tráfico”, completou o tenente.

Foto: Colaboração

Os quatro envolvidos – o que entregaria a droga, o que compraria e os dois abordados na chácara – foram encaminhados à delegacia.

Outra descoberta

No início deste mês, a polícia chegou a descobrir uma estufa de maconha em São José dos Pinhais, também em uma chácara, com 150 pés do entorpecente. Na ocasião, em Papanduva, próximo ao pedágio da BR-277, duas pessoas foram presas: a mãe e o filho.

No dia anterior a esta descoberta, em 31 de agosto, a Polícia Militar prendeu dois homens e descobriu cerca de 100 pés de maconha, no bairro Butiatuvinha, em Curitiba. Em entrevista à Banda B, o capitão Guimarães, que falou sobre o crime, disse que os jovens alegaram ter iniciado a produção da droga por causa da dificuldade de comprá-la com o fechamento das fronteiras.