A vacinação de crianças segue sendo a principal forma de proteção contra a meningite, doença grave que pode evoluir rapidamente e deixar sequelas. No Paraná, os índices de imunização continuam altos — e já refletem na redução de casos e mortes —, mas a Secretaria de Estado da Saúde alerta: é essencial manter a carteirinha das crianças atualizada.

Dados preliminares mostram que, em 2025, a cobertura da vacina meningocócica C chegou a 95,63% no estado. Em 2026, o índice já é ainda maior: 97,9% até março, acima da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Só nos três primeiros meses deste ano, foram aplicadas mais de 62 mil doses em bebês com menos de 1 ano e outras 30 mil doses de reforço em crianças de 1 ano.
Queda nos casos e mortes
Com o avanço da vacinação, o Paraná também registrou diminuição nos casos da doença. Nas primeiras semanas de 2026, foram 175 diagnósticos, contra 233 no mesmo período de 2025 — uma queda de 33,4%.
O número de mortes também caiu, passando de nove para cinco registros no comparativo entre os anos.
Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a imunização é decisiva para evitar quadros graves.
“Quando falamos de meningite, estamos diante de uma doença séria. A vacina precisa ser prioridade para proteger, principalmente, as crianças”
afirmou o secretário.
Doença pode evoluir rapidamente
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. Entre os tipos mais perigosos está a forma meningocócica, que pode evoluir para infecção generalizada e levar à morte.
Por isso, a prevenção é fundamental — especialmente nos primeiros anos de vida.
Quais vacinas protegem contra meningite
O Sistema Único de Saúde oferece gratuitamente diversas vacinas que ajudam a prevenir a doença:
- BCG: aplicada ao nascer
- Meningocócica C e ACWY: nos primeiros meses de vida, com reforços na infância e adolescência
- Pentavalente: aos 2, 4 e 6 meses
- Pneumocócica 10: aos 2 e 4 meses, com reforço no primeiro ano
A orientação das autoridades de saúde é que manter a vacinação em dia é a melhor forma de evitar a circulação da doença e proteger as crianças.
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