O uso do plasma convalescente (parte líquida do sangue) em tratamento com pacientes internados com a covid-19 tem tido resultados positivos no Estado do Paraná. O Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemepar) acredita que o projeto, iniciado em maio, garantiu a melhora em infectados e diminuiu o tempo de internamento nos hospitais.

Para a Banda B, a chefe da Divisão de Hemoterapia Renata Pavese confirmou que o retorno dos hospitais tem sido positivos. “Temos tido retorno de vários hospitais dizendo que essa experiência terapêutica está sendo muito boa. Temos retorno até mesmo de pacientes, familiares, com relatos de um ou dois dias apenas de internamento e, logo depois, a alta hospitalar”, conta a chefe da Divisão.

 

Foto: AEN/Divulgação

 

Embora não há o número exato de pacientes já beneficiados pelo processo, a especialista garante que toda a produção de plasma foi utilizada. “São cerca de 620 plasmas já produzidos e todos foram cedidos e transfundidos em pacientes”, calcula Renata.

Segundo a chefe de Divisão de Hemoterapia, já há comparativos entre pacientes que receberam o plasma durante o internamento. “A gente consegue comparar aqueles pacientes que utilizaram o plasma, a evolução dele baseada na patologia de momento, com outros pacientes que não receberam esse tratamento. Temos percebido que essa terapêutica tem sido muito boa”, completa.

O que é?

O experimento consiste em utilizar o plasma convalescente (parte líquida do sangue) coletada dos pacientes que se recuperaram da infecção pela doença. A técnica utiliza este material para tratar pessoas que tenham sido contaminadas pelo vírus e estejam no início dos sintomas, ainda no quadro leve.

“Esse plasma é transfundido em pacientes que estão internados em hospitais com diagnóstico ainda de grau leve, moderado a grave, em pacientes que têm pouco tempo de internamento, até 72 horas porque esse plasma não vai curar esse paciente, mas sim evitar o agravamento da doença e fazendo com que a recuperação seja muito mais rápida, com alta hospitalar mais cedo”, descreveu a chefe da Divisão de Hemoterapia Renata Pavese

A injeção de plasma já com os anticorpos de quem se recuperou da infecção permite a criação de uma barreira protetora em quem recebe o sangue. O objetivo é evitar que a doença tenha um agravamento e, em muitos casos, a necessidade de uma transferência para unidade de terapia intensiva (UTI).

Quem pode?

Os doadores precisam ter sido diagnosticados com a doença por meio de exames (sangue ou RT-PCR) e aguardar um período de 45 dias depois da recuperação antes da doação para obtenção do plasma. O prazo máximo é de 180 dias após o fim da infecção.

Clique aqui e agende o horário para a doação de plasma. Para ter mais informações: 0800 645 4555.