O Paraná já tem dois casos confirmados de Mpox, de acordo com o Ministério da Saúde. A doença, que tem 140 registros no Brasil, gera preocupação na população sobre o que é esta doença, quais os sintomas e as formas de prevenção.

A doença é causada pelo vírus Monkeypox e pertence à mesma família do vírus da varíola humana, porém, tende a apresentar sintomas mais leves.
A equipe de reportagem da Banda B traz as respostas para as perguntas mais frequentes, com o apoio do Infectologista e Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP, Julio Onita.
O especialista explica que a transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou materiais contaminados, como roupas e roupas de cama. O período de incubação varia de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias.
“Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça, cansaço, inchaço nos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que podem se espalhar pelo corpo. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com feridas, fluidos corporais ou objetos contaminados, além da exposição prolongada com secreções respiratórias”.
Formas de prevenção da Mpox
Para evitar a transmissão da Mpox medidas simples do dia a dia podem ajudar, principalmente evitar o contato direto com as lesões na pele de pessoas infectadas.
O vírus também pode estar presente em roupas, toalhas e lençóis, o que torna importante não compartilhar esses itens. Lavar as mãos com frequência com água e sabão ou utilizando álcool em gel ajuda a reduzir o risco de contágio.
Em locais onde há surtos da doença, o uso de máscaras pode ser uma medida preventiva adicional, principalmente para aqueles que convivem com casos suspeitos ou confirmados.
Tratamento da Mpox
Ainda segundo o Ministério da Saúde não houve registro de morte causada pela doença.
“O tratamento da Mpox é focado no alívio dos sintomas, já que, na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve e se resolve espontaneamente em algumas semanas. Durante esse período, é essencial manter o corpo hidratado, descansar e, se necessário, usar remédios para controlar a febre e a dor, sempre sob orientação médica. Outro cuidado importante é com as lesões na pele, que devem ser mantidas limpas e protegidas para evitar infecções secundárias”,
– ressalta o médico.
Casos mais graves podem exigir tratamento mais específico, com o uso de antivirais. Esse tratamento só é recomendado em situações de maior risco e precisa ser acompanhado por um profissional de saúde.
Ao notar os primeiros sintomas da doença, procure sempre atendimento médico.
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