Por Marina Sequinel e Adilson Arantes
O secretário de Saúde de Curitiba, Adriano Massuda, anunciou na tarde desta sexta-feira (02) melhorias para ampliar leitos e desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na cidade. A ideia é revisar o contrato com os hospitais públicos e particulares que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para corrigir distorções no sistema de saúde.
Em entrevista à Banda B, Massuda afirmou que a proposta da prefeitura é que cada hospital destine um determinado número de leitos para a área de emergência, com o objetivo de atender pacientes das UPAs. “Nós queremos diminuir o tempo que as pessoas internadas em estado grave passam nas unidades e colocá-las em hospitais, que são locais mais apropriados para o tratamento”, explicou.
Além disso, os casos mais leves devem contar com equipes de atenção domiciliar para os internados nas UPAs. “O objetivo maior é desafogar as unidades, que estão sobrecarregadas e não conseguem atender a população de Curitiba e da região metropolitana. Isso acontece porque alguns serviços de saúde da RMC estão diminuindo e até mesmo fechando”, afirmou o secretário.
Em relação à ampliação das UTIs, Massuda disse que Curitiba precisa de pelo menos mais 30 leitos para amenizar o problema – hoje, a capital paranaense tem 266 UTIs ativas, com 20 novos leitos colocados nos últimos seis meses. De acordo com o secretário, a implantação de cada leito custa, em média, R$ 100 mil. “Nós estamos negociando ainda. Esse número não é o suficiente para resolver todos os problemas, mas nos daria uma segurança maior”, concluiu.