O Ministério da Saúde vai assinar, ainda esta semana, contrato com o Instituto Butantã para a compra de 45 milhões de doses da Coronavac, desenvolvida em parceria com a chinesa Sinovac, segundo informou nesta quarta-feira, 16, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), após reunião com técnicos da Pasta. Ele também disse que o acordo terá uma cláusula exigindo que a totalidade da produção da vacina pelo centro de pesquisa vinculado ao governo de São Paulo seja destinada para o Plano Nacional de Imunização.

As doses contratadas serão entregues gradualmente já a partir de janeiro, chegando à quantidade final até março, acrescentou o chefe do Executivo paraense, que, assim como outros governadores, foi a Brasília para a cerimônia de lançamento do plano nacional. Do total de 45 milhões, o Butantã conseguiria disponibilizar ao governo federal 20 milhões de doses até 30 de janeiro.

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Há, além disso, sinalização da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de entregar 15 milhões de doses da vacina oriunda de parceria entre a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, segundo afirmou o governador do Pará. A previsão informada por ele é de que o pedido de registro desse imunizante seja feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a partir de 21 de janeiro e o início da vacinação com ele ocorra em torno de 10 de fevereiro.

O emedebista abordou ainda outras negociações do Ministério da Saúde, como a que envolve 500 mil doses da vacina da Pfizer/BioNTech, que dependeria da chegada de insumos ao Brasil.

“Também temos outra situação. Dependendo de um diálogo diplomático, existe a possibilidade de virem para o Brasil entre 1 e 2 milhões de doses do Laboratório AstraZeneca, que desenvolve a vacina da Oxford, já prontas para envase e aplicação”, completou Barbalho.