O Ministério da Saúde emitiu uma nota de pesar pela morte Andrea Martins Dias, de 61 anos. A ginecologista e cirurgiã que dedicou quase 20 anos da carreira ao cuidado de pacientes oncológicos do Instituto Nacional do Câncer (INCA), morreu baleada em uma perseguição policial, no Rio de Janeiro, no último domingo (15).

“Ao longo de sua atuação no Instituto, contribuiu para o fortalecimento da assistência em oncologia e para o cuidado humanizado de pessoas com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, integrava a equipe do Hospital do Câncer IV (HC IV), unidade especializada em cuidados paliativos”
– diz nota emitida pelo Ministério da Saúde.
A profissional também atuava no hospital Unimed Nova Iguaçu que lamentou a morte da cirurgiã e afirmou que a médica estava a caminho de uma visita para a mãe.
“A Dra. Andréa teve sua vida interrompida de forma trágica, vítima da violência urbana no Rio de Janeiro, enquanto visitava sua mãe. Neste momento de dor, a Unimed Nova Iguaçu se solidariza com familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes, expressando as mais sinceras condolências e desejando força e conforto a todos que tiveram o privilégio de conviver com a Dra. Andréa”.
Recentemente, a médica havia compartilhado uma publicação nas redes sociais comemorando mais um aniversário, celebrando a confiança das pacientes em seu trabalho. A morte causou comoção, com muitas homenagens de pacientes, amigos e familiares, que também pedem por justiça.
“Uma profissional humana e muito competente, uma pessoa incrível ! Eu estou sem acreditar até agora! Que a justiça seja feita.”
Em vídeo, a profissional contou que tinha 32 anos de formada e que trabalhava cuidando da saúde das mulheres há 27 anos, o foco da profissional era o tratamento da endometriose. Outra internauta agradeceu por todo o trabalho prestado pela profissional.
“Descansa em paz Dra. Andrea é muito obrigada pelo seu carinho, atendimento humanizado, apoio e amizade com minha família! Jamais esquecerei a profissional exemplar que a senhora foi, a justiça precisa ser feita!!!!!”
Cirurgiã morreu baleada em perseguição policial
De acordo com a CNN, Andrea foi morta na perseguição policial que atingiu o veículo que ela estava. O registro policial aponta que os agentes localizaram o carro da vítima, um Corolla, uma moto e um Jeep que teriam fugido ao perceber a aproximação da polícia. Os suspeitos teriam realizado disparos contra os policiais, que revidaram.
Após a ação, os policiais encontraram o corpo de Andrea no banco do motorista, a corporação não soube informar se o veículo dela era o mesmo que foi apontado como suspeito de participar dos roubos.
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