As ondas de calor cada vez mais frequentes no Brasil levaram a indústria de eletroeletrônicos crescer 29% tendo o ar-condicionado como destaque. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).

O ar-condicionado registrou um recorde histórico de 5,9 milhões de unidades fabricadas, aumento de 38% entre 2023 e 2024, fazendo o Brasil saltar da quinta para a segunda posição entre os maiores fabricantes do produto no planeta, atrás apenas da China.
Com o uso do equipamento em alta, vem a pergunta importante: ele interfere na nossa saúde?
De acordo com a Dra. Glaucia Maria Barbieri, médica pneumologista do Pilar Hospital, existem alguns cuidados que devem ser adotados para evitar problemas.
“Pode acontecer o ressecamento de mucosas, alergias e choque térmico se o uso não for adequado. Entre os principais sinais de alerta estão irritação nasal e garganta seca, crises de asma, rinite e sinusite, sangramento nasal e infecções respiratórias causadas por fungos, bactérias e virús”.
Confira os cuidados essenciais:
– Manutenção e limpeza dos filtros do aparelho periodicamente;
– Deixar a temperatura em um nível agradável (entre 22º e 24°C);
– Hidratação do ar com umidificadores de ar, toalha molhada ou bacia com água (principalmente no quarto);
– Beber bastante água;
– Abrir as janelas e portas de tempos em tempos para permitir a circulação de ar puro;
– Tentar diminuir a diferença de temperatura entre o ambiente interno e externo, desligando o ar alguns minutos antes de sair;
– Fazer lavagem nasal com soro fisiológico para hidratar as narinas;
Quando buscar um médico
Em algumas situações os problemas de saúde provocados pelo uso inadequado do ar condicionado podem exigir uma visita ao médico, conforme alerta a pneumologista.
“Sintomas graves e persistentes, como sangramento nasal, falta de ar, tosse, chiado no peito e/ou febre é importante buscar um atendimento médico especializado para melhor avaliação”.