O Paraná registrou queda nos casos e nas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no início de 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA) apontam redução tanto nas notificações quanto nos óbitos em relação ao mesmo período de 2025.

Médica examina paciente com tosse durante consulta para avaliação de sintomas respiratórios.
Queda nos casos de síndrome respiratória grave no Paraná foi registrada no início de 2026, segundo dados da Secretaria da Saúde. Foto ilustrativa: Freepik.

Até a semana epidemiológica 8 deste ano, o estado contabilizou 2.100 casos e 91 mortes pela doença. No mesmo recorte do ano passado, foram 2.322 casos e 150 óbitos.

Na comparação entre os períodos, o Paraná teve queda de 9,56% no número de casos registrados e redução de 39,33% nas mortes associadas à síndrome respiratória grave.

Casos e mortes por síndrome respiratória grave caem no Paraná

De acordo com a SESA, o monitoramento das síndromes respiratórias é realizado de forma contínua em todo o estado para acompanhar o comportamento das doenças e orientar ações nos serviços de saúde.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou que a redução dos indicadores é positiva, mas reforçou a importância de manter o acompanhamento dos casos.

A redução nos registros e, principalmente, nos óbitos é um dado importante, mas seguimos atentos

disse o secretário.

Segundo ele, ainda não houve aumento significativo na procura por atendimento nos serviços públicos de saúde, como unidades básicas ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

“Neste momento ainda não tivemos um aumento muito forte na procura pelo SUS ou nas portas das UPAs. Mas sabemos que, sazonalmente, ao longo do ano, pode haver aumento na demanda”, disse.

O que é a síndrome respiratória aguda grave

A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por um quadro respiratório que evolui com maior gravidade e pode exigir internação hospitalar. Entre os principais sintomas estão febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar e queda na saturação de oxigênio.

A Secretaria da Saúde reforça que pessoas com sintomas respiratórios devem procurar atendimento médico caso haja piora do quadro, especialmente idosos, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas, que fazem parte dos grupos mais vulneráveis.